A Celestina: Análise da Obra de Fernando de Rojas
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A Celestina: Contexto e Origens
A Celestina, obra do século XV, é um marco do património religioso e da vitalidade do teatro popular. A obra divide-se em:
- Drama religioso: Relacionado à vida de Jesus.
- Teatro profano: Farsas burlescas, temas amorosos e versos poéticos.
A primeira edição foi publicada em Burgos (1499), composta por 16 atos, sendo posteriormente expandida em Salamanca e Toledo. O prefácio revela que o autor encontrou papéis anónimos sobre os males do amor e completou a obra, sendo atribuída a Fernando de Rojas.
Estrutura e Evolução
O texto final, conhecido como Tragicomédia de Calisto e Melibea, foi alterado e expandido com a adição de cinco atos (Tratado de Centurio). A obra é dominada pelo diálogo e pela ação, sendo concebida para ser lida em voz alta.
Divisão Estrutural:
- Ato I: Exposição da ação.
- Atos II-XII: Desenvolvimento dos conflitos.
- Atos XIII-XX: Desenvolvimento da paixão de Calisto e Melibea.
- Ato XXI: O lamento de Pleberio.
Estilo e Linguagem
A obra destaca-se pela riqueza linguística e pela alternância entre o registo culto e o popular:
- Diálogos de Calisto e Melibea: Estilo cortês, uso de paralelismos, antíteses e latinismos.
- Diálogos dos criados e Celestina: Uso de gírias, provérbios, frases curtas e exclamações.
Personagens Principais
- Calisto: Rico e egoísta, vive apenas para a sua paixão.
- Melibea: Sofre uma transformação, passando de ingénua a segura e comprometida.
- Pleberio: Pai de Melibea, comerciante preocupado com a educação da filha.
- Alisa: Mãe de Melibea, focada na posição social.
- Celestina: Personagem central, manipuladora, inteligente e gananciosa.
- Criados: Semprónio (ganancioso), Pármeno (servo fiel), Elísia e Areúsa (alunas de Celestina).
Temas Centrais
Os temas fundamentais da obra são o amor, a morte e a transitoriedade da vida.