A Celestina: Análise de Personagens, Temas e Intenção
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Personagens: Elicia e Areúsa
- Protegidas de Celestina.
- Desejo social de liberdade, recusando-se a render-se aos senhores.
- Ressentimento social.
- Elicia é determinada e Areúsa, tímida. Após a morte de Celestina, os papéis mudam.
Tempo na Narrativa
- Tempo flexível, utilizado em conformidade com os requisitos da obra.
- Distinguem-se um tempo explícito para a ação mostrada e outro implícito, não mostrado (um mês entre o Ato XIV e XV).
Temas Centrais da Obra
O autor oferece uma visão pessimista do mundo, em constante conflito e confronto.
O Amor
- O amor cortês é apresentado em uma paródia e desmistificado:
- A idealização da mulher e da linguagem refinada escondem a sexualidade gritante entre servos e prostitutas.
- A natureza enobrecedora do amor está perdida.
- Os excessos e exageros de Calisto contribuem para essa paródia de caráter.
- A visão oposta é a de Celestina:
- O amor surge como uma necessidade biológica.
- Além disso, como prazer, sem impedimentos nem considerações morais.
- Outros aspectos do amor: uma força dominante e ambivalente.
O Tempo
- Aguda consciência do tempo e da brevidade do momento.
- Esta consciência leva-os a desfrutar os prazeres terrenos.
- A busca do prazer torna-se um fator importante de motivação dos personagens.
A Morte
- A morte assombra a história ao longo de toda a obra.
- Aparece como uma punição por um comportamento transgressor.
- Aparece como um exemplo da brevidade das coisas terrenas.
- É a concretização do destino cruel.
- Não oferece nenhum consolo de salvação.
A Fortuna
- Força cega, caprichosa, irracional, indiferente, que provoca a desordem no universo.
- Os seus caprichos refletem-se na morte da maioria dos personagens.
A Magia
Toda a sociedade acreditava na realidade da eficácia da magia e dos feitiços. O uso de magia na obra é evidente: Celestina faz um feitiço para dominar a vontade de Melibea.
A Intenção da Obra
Não se trata de um protesto contra a opressão a que foram submetidos os convertidos, nem de uma exaltação do amor romântico. Rojas tentou mostrar os efeitos destrutivos da paixão e criticar o amor cortês. Pode-se inferir que ele quis censurar a jovem nobreza, sugerindo que escolhessem os seus servos com mais cuidado. Rojas foi um moralista cheio de pessimismo que via os efeitos que o fluxo inexorável das paixões causa na natureza humana.
Características do Amor Cortês na Literatura Espanhola Medieval
- O amor é cortês, exigindo um certo grau de nobreza.
- Apresenta a amada como admirável e eleva o amante.
- O casamento não é excluído.
- O objetivo é atingir as relações sexuais.
- É um amor frustrado.
- É trágico e desprovido de felicidade.
- Há uma transposição para o amor sexual de emoções e imagens religiosas.
- O amante reconhece a sua inferioridade perante a senhora.
- A paixão do amante não é totalmente compensada pela sua senhora.
- Os amantes tentam esconder o segredo do seu amor.