Ciência, Empirismo e o Problema da Demarcação

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Ciência: É o tipo de conhecimento mais importante produzido pelos seres humanos, considerando a enorme influência que exerce sobre todas as áreas do saber e em diversos campos da vida cotidiana.

Tecnologia: É um campo vasto, um projeto de pesquisa e prática que utiliza o conhecimento científico com o objetivo de controlar processos naturais ou objetos.

Empirismo

Surgiu no século XVIII, na Inglaterra, e teve como seu expoente máximo David Hume. O empirismo é uma teoria do conhecimento que defende que só podemos compreender a realidade através dos sentidos físicos ou da percepção das coisas. Poderíamos até dizer que é uma teoria contrária ao racionalismo.

Segundo esta vertente, existem dois tipos de conhecimento: simples ou compostos. As percepções dividem-se em:

  • Impressões: A percepção vívida de objetos físicos que nos rodeiam.
  • Ideias: Cópias fracas das impressões originais.

Racionalismo

O racionalismo é uma escola de pensamento e uma atitude filosófica que acredita que a única maneira de descobrir a verdade é através da razão, pois os sentidos são insuficientes e podem ser enganosos. Idealmente, essa doutrina pretendia transformar a filosofia em uma ciência exata, como a matemática. Defende o inatismo, o conhecimento a priori e a evidência como critério único de conhecimento verdadeiro. Opõe-se ao empirismo e à crença cega na autoridade. Para alguns seguidores da Escolástica, o termo era usado de forma pejorativa para se referir a pensadores que tentaram, sem sucesso, alcançar a verdade apenas pela razão. Foi René Descartes quem propôs formalmente esta corrente.

O Problema da Demarcação

Desde o nascimento da ciência moderna, resultante da Revolução Científica dos séculos XVI e XVII, diversos tipos de ideologias e doutrinas tentaram se qualificar como ciência. Isso se deve às conquistas contínuas da ciência nos últimos quatro séculos, que lhe conferiram grande prestígio e a tornaram o modelo de conhecimento objetivo, racional, crítico e verificável.

O prestígio e as grandes conquistas da ciência moderna fizeram com que o termo "científico" passasse a ser usado para validar todos os tipos de discursos, atividades humanas e produtos, com a finalidade de torná-los respeitáveis. Por isso, não é raro ouvir falar de astrologia científica, ideologia científica, religiões científicas ou ciências ocultas.

Portanto, uma meta fundamental para os filósofos da ciência é encontrar um critério, ou um conjunto de características distintas, que permita distinguir o discurso científico de outras práticas e conhecimentos. Trata-se de definir o que é científico, malgrado as pretensões daquilo que não o é.

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