Circulação Atmosférica e Precipitação em Portugal
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Circulação Geral da Atmosfera
A pressão atmosférica é fruto da força exercida pelo ar. Essa pressão não é sempre constante, varia com:
- Altitude: quanto maior a altitude, menor é a pressão em virtude da menor espessura da atmosfera que está por cima.
- Temperatura: quanto maior é a temperatura, maior é a pressão.
- Densidade do ar: quanto maior é a densidade, maior é a pressão.
- Espaço e Tempo: pois os fatores anteriormente descritos não se observam da mesma forma em todas as partes da Terra ao longo do tempo.
Circulação em Altitude
- Centro de alta pressão ou anticiclone: o ar em altitude converge, desce e diverge à superfície.
- Centro de baixa pressão ou depressão: o ar converge à superfície, sobe e diverge em altitude.
A: centro de altas pressões.
B: centro de baixas pressões.
Anticiclone
Num anticiclone, o ar é subsidente, ou seja, descendente em espiral e diverge à superfície. O ar torna-se mais quente e seco durante a descida. Assim, nas regiões sob a influência de anticiclones, o céu estará limpo ou com fraca nebulosidade e não haverá condições à ocorrência de precipitação.
Depressão Barométrica
Nas depressões, o ar ascende em espiral, mas converge à superfície e diverge em altitude. O ar vai ficando mais frio e húmido. Logo, nas regiões afetadas pelas depressões, a ascendência do ar provoca o seu arrefecimento, levando ao processo de condensação do vapor de água atmosférico e, consequentemente, à formação de nuvens. A probabilidade de chuva é grande.
Efeito de Coriolis
A ascendência ou subsidência do ar em espiral está relacionada com este efeito, que designa a influência do movimento de rotação da Terra no desvio para a direita dos ventos no Hemisfério Norte e para a esquerda no Hemisfério Sul. Nos anticiclones, esta deslocação faz-se no sentido dos ponteiros do relógio e no sentido contrário nas depressões.
Tipo de Precipitação em Portugal
Precipitação Frontal
A chuva nas superfícies frontais resulta do contacto entre massas de ar de temperatura e densidades diferentes: massas de ar polar, vindas de norte, e massas de ar tropical, vindas de latitudes mais meridionais originárias dos anticiclones subtropicais. O ar quente, ao ascender sobre o ar frio, arrefece o vapor de água e condensa, dando lugar, primeiro, à formação de nuvens e, depois, à queda de chuva.
Precipitação Orográfica
As chuvas orográficas formam-se quando uma massa de ar húmida encontra uma barreira montanhosa e é obrigada a subir. Ao subir, a massa arrefece e o vapor de água condensa, em particular na vertente exposta ao fluxo. Na vertente oposta acontece o contrário, ou seja, o ar subside, aquece e fica mais seco. Este processo ocorre em Portugal e é a causa do contraste litoral/interior.
Precipitação Convectiva
O grande aquecimento a que, por vezes, o solo está sujeito aquece o ar pela base. Este aquecimento torna o ar instável e pode levar à sua ascendência (é o mesmo processo que faz levantar os balões com ar aquecido). Ao ascender, o ar arrefece e o vapor de água condensa. Algumas precipitações convectivas podem ser bastante fortes e, por necessitarem de calor, são mais frequentes no verão e no outono. Estas chuvas são mais frequentes nas regiões do interior, mais afastadas da ação moderadora do oceano.
Situações Meteorológicas Frequentes em Portugal
A posição geográfica de Portugal, entre os 36º e os 42º a norte do equador, faz com que seja influenciado pelas depressões subpolares, de latitudes mais elevadas, e pelos anticiclones subtropicais, de latitudes inferiores.