Civilizações Pré-Colombianas: Maias, Astecas e Incas
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Os Povos da Mesoamérica
Os Olmecas e os Maias foram as primeiras sociedades pré-colombianas a apresentar uma organização socioeconômica e política complexa.
Olmecas
As marcas mais antigas da presença olmeca são as pirâmides e as famosas cabeças gigantes. A religião olmeca era possivelmente antropozoomórfica. Ela legitimava os governantes mesoamericanos, o que era importante para a organização das sociedades mesoamericanas. Os motivos do fim da sociedade olmeca são desconhecidos, mas para alguns estudiosos o declínio foi provocado por fatores ambientais. Outros acreditam que os Olmecas teriam entrado em conflito com outros grupos e sofrido perdas humanas e territoriais significativas.
Civilização Maia
O conjunto de terras maias passou por um processo de urbanização e expansão do comércio. A população cresceu bastante e foram adotadas novas técnicas agrícolas e formas mais complexas de organização política. Os Maias nunca formaram propriamente um império. As diversas cidades-Estado maias mantiveram autonomia administrativa e tinham o direito de definir e formular suas leis. O setor mais importante da economia era a agricultura. A produção agrícola destinava-se à subsistência, à comercialização e ao pagamento de tributos. Também desenvolveram a cerâmica para produzir utensílios domésticos e objetos funerários.
Conhecimento e Edificações Maias
Os Maias tinham um esquema de escrita que combinava ideogramas e símbolos fonéticos. Seus complexos calendários auxiliavam a agricultura e continham significados religiosos.
Declínio Maia
A sociedade Maia entrou em declínio por volta de 900. Estudos do clima indicam que a região pode ter enfrentado longos períodos de seca. Os fatores ambientais não foram os únicos responsáveis pela queda: em vários templos maias foram encontrados sinais de conflitos e de violência, ou seja, os Maias se envolveram ou foram envolvidos em guerras, que contribuíram para o desaparecimento de sua civilização.
Mexicas e Astecas
Entre os séculos XIII e XIV, os Mexicas submeteram os povos que viviam na região do Lago Texcoco e lá se estabeleceram.
Império Asteca
Grande parte do conhecimento produzido sobre os Astecas baseia-se nos códices, desenhos e escritos feitos por escribas nativos que narravam eventos da sua história e descreviam aspectos da vida cotidiana. A sociedade asteca era "dividida" em:
- Família real e os principais sacerdotes;
- Demais sacerdotes, altos funcionários do império e chefes militares;
- Grandes comerciantes e os artesãos que prestavam serviço à corte;
- Os Calpileque e os homens livres;
- Os Teccaleque;
- Os Mayeque e, no final, os escravos.
Os Astecas criaram um calendário solar que lhes permitia planejar as épocas de cultivo e colheita. O calendário deles dividia o ano em 18 meses mais 5 dias destinados a práticas religiosas. Os Astecas utilizavam os metais na fabricação de joias, ornamentos, máscaras, plumagens e na decoração de construções.
Povos dos Andes
Antes dos Incas
Entre os séculos VII e I a.C., a cultura do povo dos Andes estava sob o comando de um estado teocrático, abrangendo diversas comunidades andinas. Além da agricultura mais produtiva, baseada sobretudo no cultivo do milho e em técnicas de irrigação, a cultura Chavín deixou ourivesaria, tecelagem e cerâmica refinadas.
O Domínio dos Quéchuas: Os Incas
No século XV, o povo Quéchua, que já controlava a região de Cuzco, acelerou seu esforço expansionista. Eles tornaram-se mais conhecidos pelo nome de seus governantes: Incas. Após uma convivência pacífica com os povos que lá viviam, os Quéchuas impuseram militarmente seu controle sobre a área e iniciaram a expansão de seus domínios, perto da metade do século XV, avançando sobre as terras de outras etnias. Ao dominar outros reinos, os Quéchuas impuseram sua língua e religião e submeteram os habitantes ao pagamento de tributos. O Império Inca era dividido em quatro reinos e, no topo da rígida estratificação quéchua, ficava o chefe supremo: o Sapa Inca. O Inca vivia em Cuzco, capital do império, cercado pela família real, pelos nobres e pelos principais sacerdotes, altos funcionários e líderes militares.
Terra e Trabalho
A agricultura era a base da economia inca. O cultivo mais importante era o milho, seguido de batata, feijão, algodão e pimentas. A fertilização da terra era feita com guano, principalmente nas áreas próximas ao litoral. O pastoreio e a criação de animais, como lhamas e alpacas, forneciam lã, carne, leite e uma boa alternativa de transporte. A grande maioria da população do Império Inca era composta de camponeses. Eles trabalhavam nas terras do Ayllu, controlado pelos Kurakas e local principal da produção agrícola.
A Mita
Os camponeses produziam para a própria subsistência, para o conjunto do Ayllu e para os governantes, do Kuraka ao Inca. Fora o trabalho no cultivo das terras, eles tinham a obrigação de cumprir a Mita. Dentro dos ayllu devia haver reciprocidade, ou seja, as famílias tinham obrigação de auxiliar umas às outras e recompensar os favores e as ajudas recebidas.
As Construções
O transporte e a circulação de mercadores e informações eram decisivos para a economia, o abastecimento e o controle interno do império. As estradas facilitavam o controle de áreas afastadas de Cuzco e permitiam a circulação e um sistema de correio que facilitou a integração do império e a manutenção da hegemonia inca.
Terras do Brasil
O Brasil Antes de Cabral
Diferente dos impérios da América pré-colombiana, os índios do Brasil não construíam cidades, não viviam em sociedades rigidamente estratificadas e hierarquizadas nem dispunham de estruturas complexas e centralizadas de poder. Os grupos indígenas que aqui viviam antes da chegada dos portugueses eram, em sua maioria, politeístas, e seus rituais celebravam as entidades associadas à natureza e espíritos protetores. Muitos povos, principalmente os do norte, dominavam a cerâmica e técnicas de tecelagem. A principal marca da população indígena antes de Cabral era a diversidade de seus prováveis 3 milhões de habitantes, que viviam em comunidades isoladas, falavam línguas distintas e tinham níveis bastante diversos de domínio tecnológico. É provável que o nomadismo também imperasse entre os povos nativos, uma vez que muitos dependiam da caça, da pesca e da colheita. Os povos sedentários, e aqueles que se sedentarizavam, como diversos agrupamentos Tupis, conheciam a agricultura e dedicavam-se principalmente ao cultivo de raízes e frutas.
A Guerra e o Sustento (Tupinambás)
Após a chegada dos portugueses à região da atual Bahia, diversos povos indígenas fugiram para o interior ou para o norte. Essa migração contribuiu para dispersar ainda mais a população Tupinambá. Provavelmente tenha sido dessa forma que eles atingiram as proximidades do Rio Amazonas e as áreas hoje pertencentes aos estados do Maranhão e do Pará. A guerra equivalia a um ritual e representava o meio de vingar a morte dos parentes, de controlar o inimigo e absorver suas melhores características. Os homens demonstravam, pela guerra, sua força e capacidade de liderança e asseguravam que a comunidade toda se identificasse com o triunfo da vingança. A sequência natural do ritual da guerra era a antropofagia, outro traço importante da identidade cultural Tupinambá.
Os Índios Brasileiros Hoje
Desde a chegada dos portugueses, a população diminuiu rápida e drasticamente. Dos prováveis 3 milhões que habitavam o território em 1500, restam aproximadamente 460 mil, distribuídos em 225 sociedades indígenas. Algumas tribos estão em vias de completo desaparecimento.