Classificação de Solos: Neossolos e Latossolos em SC

Classificado em Química

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Nível 2: Subordem

Exemplos

Ordem: Neossolo

Subordens:

  • 1. Neossolo Litólico: Se tiver horizonte A assentado diretamente sobre rocha.
  • 2. Neossolo Flúvico: Horizonte A sobre horizonte C de origem fluvial.
  • 3. Neossolo Regolítico: Quando o horizonte A está sobre o C, oriundo diretamente de rocha decomposta; ou
  • 4. Neossolo Quartzarênico: Quando o horizonte A está assentado diretamente sobre um horizonte C onde predomina areia essencialmente constituída de quartzo.

Nível 3: Grandes Grupos

Representam subdivisões das subordens baseadas principalmente no tipo, no arranjo e no grau de expressão dos horizontes, com ênfase na atividade da argila e na saturação do complexo sortivo por bases ou por alumínio, ou por sódio e/ou por sais solúveis.

Algumas características que restringem e/ou afetam o desenvolvimento de raízes foram também consideradas, bem como teores de ferro em algumas subordens dos Latossolos.

Exemplos:

  • Neossolo Flúvico: 7 grandes grupos. Ex: Neossolo Flúvico Sódico (apresenta alta saturação com sódio, ou caráter sódico).
  • Latossolo Vermelho: 8 grandes grupos. Ex: Latossolo Vermelho Eutroférrico (altos teores de óxidos de Fe e elevada saturação por bases).

Trabalho Solos SC: Latossolo Vermelho-Escuro

Esta classe é constituída por solos minerais não hidromórficos, com horizonte B latossólico de coloração avermelhada escura e com teores de óxidos de ferro compreendidos entre 9 e 18%. São de textura argilosa, muito profundos, acentuadamente drenados e derivados de rochas efusivas ácidas da Formação Serra Geral e de rochas sedimentares de textura fina referidas ao Paleozoico.

Apresentam sequência de horizontes A, B, C, sendo as transições normalmente claras entre o A e o B, e difusas entre subhorizontes do B. Possuem normalmente mais de 3 metros de profundidade, sendo que a espessura do horizonte A varia, em geral, de 25 a 40 cm, apesar de atingir 80 cm ou pouco mais nas variedades húmicas.

A capacidade de troca de cátions (CTC) é baixa, embora na parte superficial do solo, devido à contribuição da matéria orgânica, o valor de T seja, em geral, mais elevado. As baixas porcentagens de saturação por bases (valor V%) expressam a intensa dessaturação que experimentam. Em Santa Catarina (SC), estes solos são geograficamente inexpressivos, haja vista ocorrerem apenas como inclusão na área da unidade LBa1, no Planalto de Canoinhas. Ocorrem predominantemente em áreas de relevo suave ondulado, sob vegetação do tipo floresta subtropical perenifólia.

Características Analíticas

  • pH: Os valores médios do pH nos horizontes superficial e subsuperficial são 6 e 5,8, respectivamente, enquadrando-se na classe de reação moderadamente ácida.
  • Carbono Orgânico (C%): A camada superficial destes solos (25–30 cm), apesar de ligeiramente escurecida, acusa teores baixos de carbono orgânico, da ordem de 1,3%.
  • Soma de Bases (S): São solos bem supridos de nutrientes, principalmente no horizonte A, que tem o valor S compreendido entre 9,5 e 14,1 meq. No horizonte B, a soma das bases trocáveis varia entre 6,6 a 13,4 meq/100g.
  • Saturação por Bases (V%): Em se tratando de solos eutróficos, a saturação por bases é alta, variando de 61 a 85% no horizonte A e de 56 a 79% no B.
  • Alumínio Trocável (Al3+): São nulos os teores de Al trocável ao longo do perfil. Como consequência, a relação alumínio/bases (100 Al / Al+S) é também nula.
  • CTC: São solos de baixa CTC, visto que os valores da CTC para 100g de argila no horizonte B, após a correção para carbono, situarem-se entre 11,6 e 22 meq.
  • Granulometria: A relação textural B/A em torno de 1,5 é um tanto alta para solos desta classe, o que pressupõe uma possível influência de material coluvial trabalhado na sua formação. Enquanto no horizonte A os teores de argila variam de 38 a 57%, no horizonte subsuperficial os valores estão compreendidos entre 60 e 80%, enquadrando-se, respectivamente, nas classes texturais argilosa e muito argilosa.

Considerações sobre a Utilização Agrícola

Todos os componentes desta associação possuem alta fertilidade natural. Apresentam, no entanto, o inconveniente da presença de pedras, ou no corpo do solo ou superficialmente. No caso da Terra Roxa Estruturada, as pedras são esparsas e podem ser removidas, possibilitando sua utilização sem maiores problemas. Cuidados devem ser tomados no sentido de evitar a compactação, uma vez que são muito argilosos, e no controle da erosão. Os outros dois componentes, além da reduzida espessura dos perfis, apresentam maior concentração de pedras, tornando-se impraticável a sua remoção. Apesar de todos esses entraves, a área desta unidade encontra-se intensamente cultivada, especialmente com milho, feijão, mandioca, soja e trigo.

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