Comparação entre MPS.BR e CMMI: Níveis e Equivalências
Classificado em Artes e Humanidades
Escrito em em
português com um tamanho de 2,78 KB
Comparação do MPS.BR com o CMMI
O modelo Melhoria de Processo de Software Brasileiro (MPS.BR) é um projeto iniciado em 2003, coordenado pela Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX) com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O MPS.BR é baseado nas normas ISO/IEC 12207 e ISO/IEC 15504. Essas normas são as mesmas em que o CMMI se baseia e, por isso, pode-se dizer que os dois modelos têm equivalência.
Ambos os modelos possuem níveis de maturidade que definem a capacidade da empresa em trabalhar em projetos grandes e complexos. O CMMI varia do 1 ao 5, conforme explica o artigo Introdução ao CMMI, e o MPS.BR varia do G ao A. Diferente do CMMI, o primeiro nível do MPS.BR já exige que a empresa tenha determinados processos definidos. A escala de níveis pode ser expressa da seguinte forma:
- G – Parcialmente Gerenciado
- F – Gerenciado
- E – Parcialmente Definido
- D – Largamente Definido
- C – Definido
- B – Gerenciado Quantitativamente
- A – Em Otimização
Os níveis do MPS.BR também são compostos por Áreas de Processos, que são os tópicos mais importantes para um processo de desenvolvimento de software. Através deles, foi possível criar a seguinte tabela de equivalência dos níveis do CMMI e do MPS.BR:
| CMMI | MPS.BR |
|---|---|
| 1 | NÃO DEFINIDO |
| - | G |
| 2 | F |
| - | E |
| - | D |
| 3 | C |
| 4 | B |
| 5 | A |
Analisando a tabela, verifica-se que os níveis do MPS.BR permitem que a empresa implante processos de uma forma mais gradual. Essa ideia, refletida para o mercado brasileiro de software, permite que empresas de pequeno porte, que não possuem muito capital para investir em metodologias e processos, possam tomar a iniciativa de definir processos.
Hoje, o MPS.BR e o CMMI, em termos de qualidade de software, possuem níveis equivalentes, mas com a vantagem de o modelo brasileiro ser muito mais barato e existir financiamento do BID para grupos de empresas que desejam se certificar.