Comunidades espanholas

Classificado em História

Escrito em em português com um tamanho de 5,29 KB

A escravidão no Brasil

A escravidão no Brasil iniciou-se ainda na primeira metade do século XVI, com início
das atividades de produção de açúcar. Os colonizadores portugueses traziam os negros de suas
colônias estabelecidas no continente africano pára utilizar como mão-de-obra escrava nos
engenhos.
O transporte de escravos era uma atividade altamente rentável na época. Os negros eram
tratados como simples mercadorias, sendo submetidos a péssimas condições de higiene e
conforto, amontoados nos porões dos navios negreiros. Durante a viagem entre a África e o
Brasil, muitos ficavam debilitados e acabavam morrendo.
O escravos negros, raptados de sua terra natal (principalmente da África Setentrional,
onde hoje estão, por exemplo, Angola, Moçambique e a República Democrática do Congo) e
levados a um lugar estranho, eram controlados com mão-de-ferro pelos senhores de engenho,
que delegavam aós feitores e outros agregados a fiscalização dos cativos. Os castigos físicos,
como o açoitamento, estavam entre os métodos de intimidação que garantiam o trabalho, a
obediência e a manutenção dos servos e se prolongaram pelos mais de 300 anos de escravidão
no Brasil.
Uma grande estrutura de controle dos escravos também foi criada, tanto no nível da
administração colonial quanto dos próprios senhores de escravos, com seus capitães-do-mato -
profissionais especializados na recaptura de escravos fugitivos - e outros agregados, além da
própria rede de informações informal que Sérvia pára controlar os fugitivos.

OS QUILOMBOS

No período de escravidão no Brasil (séculos XVII e XVIII), os negros que conseguiam
fugir se refugiavam com outros em igual situação em locais bem escondidos e fortificados no
meio das matas. Estes locais eram conhecidos como quilombos. Nestas comunidades, eles
viviam de acordo com sua cultura africana, plantando e produzindo em comunidade. Na época
colonial, o Brasil chegou a ter centenas destas comunidades espalhadas, principalmente, pelos
atuais estados da Bahia, Pernambuco, Góiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Alagoas

A luta contra os negros de Palmarés durou por volta de cinco anos; contudo, apesar de
todo o empenho e determinação dos negros chefiados por Zumbi, eles, por fim, foram
derrotados

Fim da escravidão no Brasil

A partir de 1822, ano da Independência Brasileira, é que as pessoas começaram a ter uma consciência antiescravista. Baseado em ideais Iluministas, acreditavam que em uma sociedade livre não haveria espaço pára a escravidão e na mesma época crescia a pressão internacional pelo fim do tráfico negreiro, principalmente vindo da Inglaterra, a maior potência da época.

Em 1850 a Assembléiá Geral aprovou uma lei que dava fim ao Tráfico, Lei Eusébio de Queiroz. Porém essa lei ficou apenas no papel. A prática ainda era feita.

Em 1871 foi assinada a Lei do Ventre Livre, declarando que todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data estariam livres.

1885 foi promulgada a Lei dos Sexagenários, declarava liberto todos os escravos acima de 60 anos. Essa lei muito criticada, pois a vida adulta do escravo não passava de 10 anos.

Já no dia 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea que declarava extinta a escravidão do Brasil.

Com o fim da escravidão os escravos teriam que continuar sua luta. Foram postos no mercado de trabalho sem condição de emprego e nem de sobrevivência. Além disso, podemos citar que o preconceito era, e ainda é, muito grande.


Apesar do fim da escravidão, a abolição não foi acompanhada por nenhuma ação no sentido de integrar o negro à sociedade brasileira. A discriminação racial e a exclusão econômica persistiram ao longo do século XX. Apesar de várias ações governamentais que atualmente querem atenuar o peso dessa “dívida histórica”, ainda falta muito pára que o negro supere os resquícios de uma cultura ainda aberta ao signo da exclusão.

Entradas relacionadas: