Conceitos de Contabilidade e Gestão Empresarial

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Conceitos da contabilidade: ciência que estuda e controla o patrimônio de qualquer entidade.

É o termômetro capaz de medir a saúde das empresas, fornecendo elementos indispensáveis de controle e dados necessários para a tomada de decisões gerenciais.

Quem utiliza a contabilidade: toda e qualquer organização utiliza-se da contabilidade, independentemente do seu tamanho, finalidade ou constituição jurídica.

Utiliza-se a contabilidade através das informações úteis extraídas dela, onde se observa onde estão aplicados os recursos e como foram obtidos, qual foi o desempenho econômico e qual a posição atual da entidade.

Como funciona a contabilidade em uma empresa:

  • Coleta de dados: documentos diários de entradas e saídas, classificados por um plano de contas;
  • Registro da escrituração: nos livros contábeis e fiscais;
  • Elaboração de demonstrativos: balancetes, balanço patrimonial, DRE e outras demonstrações, cujas informações serão utilizadas pelos usuários externos ou internos.

Competência: o reconhecimento das despesas e receitas deve estar ligado, devendo ser registrado no momento de sua ocorrência, independentemente de seus recebimentos ou pagamentos.

DFC (Demonstração do Fluxo de Caixa): indica a origem de todo o dinheiro que entrou no caixa, bem como a aplicação de todo o dinheiro que saiu do caixa em determinado período e, ainda, o resultado do fluxo financeiro.

A DFC é uma demonstração dinâmica, assim como a DRE, e também está contida no Balanço, que, por sua vez, é uma demonstração estática.

DVA (Demonstração do Valor Adicionado): demonstra o valor adicionado em cada um dos fatores de produção e seu destino: dispêndio na remuneração dos empregados; geração de tributos ao governo (municipal, estadual e federal); remuneração do capital de terceiros através de juros; e remuneração dos acionistas através da distribuição de lucros.


Coligadas: são consideradas coligadas os investimentos em que exista influência significativa; todos os investimentos em coligadas devem ser avaliados por equivalência patrimonial; a participação de 20% ou mais do capital votante constitui um conceito presumido e pode ser refutado.

Controladas: quando se tem mais que 50% do capital votante (maioria dos votos); preponderância nas deliberações; poder de eleger ou destituir administradores; controlada ou subsidiária integral (100% do capital); investidas sob controle comum (independentemente do percentual de participação).

Gasto: o gasto pode ser definido como o dispêndio financeiro que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. Dispêndio esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos.

Custo: custo, em sua essência, é um gasto quando de sua utilização nos fatores de produção de bens e serviços. São classificados como diretos, indiretos, fixos e variáveis.

Despesas: despesas são sacrifícios efetuados pela empresa que não têm relação íntima com a produção ou prestação de serviços, como o custo. São divididas em operacionais, administrativas, financeiras, de vendas, entre outras.

Custos fixos: são custos que geralmente permanecem inalterados no curto e longo prazo e não têm relação direta com o volume produzido.

Custos variáveis: são custos que possuem inter-relação com o volume produzido e que não necessariamente variam ao longo do tempo, considerando o mesmo volume de produção.

Custeio por absorção: é um método de custeio segundo o qual os produtos fabricados absorvem todos os custos incorridos no processo de fabricação.

Custeio variável: prima pela segregação de custos fixos e variáveis e identifica a Margem de Contribuição. Geralmente usado na contabilidade gerencial.

História da contabilidade gerencial: Lunkes e Schnorrenerger (2009) mencionam estudos que indicam a existência de procedimentos contábeis quando homens das cavernas necessitavam controlar seus estoques de ovelhas ou quando tinham que prever quanto de comida precisavam estocar para os longos invernos. Os autores Johnson e Kaplan (1996) optaram por delimitar o início do século XIX, mais precisamente em 1982, como marco inicial da contabilidade gerencial.

A contabilidade gerencial surgiu primeiramente nos EUA, quando as organizações comerciais, em vez de dependerem dos mercados externos para trocas econômicas diretas, passaram a conduzir trocas econômicas internas.

Balanced Scorecard (BSC): surgiu nos anos 1990 através de um grupo de pesquisadores da Universidade de Harvard; é o desenvolvimento de um novo modelo para a mensuração do desempenho, visto que as medidas financeiras estavam obsoletas.

Segundo Kaplan e Norton (1997), o Balanced Scorecard é um modelo de avaliação de desempenho organizacional que procura ir além das informações produzidas pelo indicador financeiro, uma vez que esses são incapazes de avaliar os impulsionadores de rentabilidade no longo prazo.

Seu foco está nos objetivos da organização; vem para suprir a necessidade empresarial de gerir a empresa por meio de indicadores financeiros e não financeiros.

Depreciação é a alocação sistemática do valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil (NBC T 19.1 - Ativo Imobilizado), ou seja, o registro da redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.

A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. A depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso normal, a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado.

Já a amortização consiste na alocação sistemática do valor amortizável de ativo intangível ao longo da sua vida útil, ou seja, o reconhecimento da perda do valor do ativo ao longo do tempo.

A principal distinção entre esses dois encargos é que, enquanto a depreciação incide sobre os bens físicos (corpóreos), a amortização relaciona-se com a diminuição de valor dos direitos (ou despesas diferidas) com prazo limitado (legal ou contratualmente).


Teoria das Restrições

A empresa deve buscar fortalecer o elo mais fraco, ou seja, as restrições, para que o desempenho de todo o sistema possa ser melhorado. Alguns tópicos das restrições são:

  • Restrições ou gargalos: recurso cuja capacidade é igual ou menor que a demanda colocada nele.
  • Restrições internas: impedem o aumento da produção (limitações de máquinas ou equipamentos; disponibilidade de funcionários).
  • Restrições externas: impedem o aumento de vendas (demanda de mercado; concorrência, preço; disponibilidade de matéria-prima ou outro insumo).

O objetivo da Teoria das Restrições é:

  • Aumentar o processamento;
  • Minimizar os estoques;
  • Reduzir as despesas.

Três medidas financeiras afetadas são:

  • Resultado líquido;
  • Retorno sobre o investimento;
  • Fluxo de caixa.

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