Conceitos de Farmacologia e Sistema Nervoso Autônomo
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Glossário de Termos Farmacológicos
- Fármaco: Princípio ativo do medicamento que necessita estar solúvel no corpo para que os líquidos orgânicos façam efeito.
- Remédio: Tudo aquilo que traz um benefício, mas não é considerado um medicamento.
- Pró-fármaco: Substância administrada de forma inativa que precisa ser transformada pelo organismo para tornar-se um fármaco ativo.
- Placebo: Substância que não contém princípio ativo.
- Medicamento: Produto final que contém o fármaco somado aos excipientes.
- Efeito placebo: Melhora causada pela mente e pela resposta do corpo à crença no tratamento.
- Dose: Quantidade do medicamento administrada ao paciente.
- Posologia: Modo correto de utilizar o medicamento.
- Índice terapêutico: Margem de segurança entre a dose que trata e a dose que causa danos (toxicidade).
- Janela terapêutica: Faixa segura onde o medicamento é eficaz e não é tóxico.
- Interação medicamentosa: Quando um medicamento altera o efeito de outro, podendo aumentar, diminuir ou alterar a ação esperada.
- Administração: Processo pelo qual o fármaco ou medicamento é introduzido no organismo.
- Distribuição: Etapa da farmacocinética em que o fármaco, após entrar na corrente sanguínea, é distribuído pelo organismo.
- Metabolização: Processo de transformação química do fármaco, ocorrendo principalmente no fígado, tornando-o mais hidrossolúvel para facilitar a excreção.
- Fase 1: Oxidação, redução e hidrólise.
- Fase 2: Conjugação (torna a substância mais hidrossolúvel).
- Excreção: Processo pelo qual o organismo elimina o fármaco e seus metabólitos, principalmente através dos rins.
- Meia-vida: Tempo necessário para que o fármaco reduza à metade a sua concentração na corrente sanguínea.
Farmacologia do Sistema Nervoso Autônomo
- Colinérgicos: Substâncias que imitam os efeitos da acetilcolina (ex: betanecol, pilocarpina).
- Agonistas muscarínicos: Diminuem a frequência cardíaca (FC), aumentam a secreção, aumentam a motilidade intestinal e causam miose (sistema parassimpático). São usados no tratamento de glaucoma e xerostomia.
- Antagonistas muscarínicos: Ex: atropina. Aumentam a FC, diminuem a secreção e causam midríase. São utilizados em casos de intoxicação e bradicardia.
- Inibidores da acetilcolinesterase: Ex: neostigmina. Aumentam a disponibilidade de acetilcolina; usados em miastenia gravis e na reversão de bloqueio neuromuscular.
- Agonistas adrenérgicos:
- Alfa 1: Vasoconstrição e aumento da pressão arterial (PA).
- Alfa 2: Diminuição da liberação de noradrenalina.
- Beta 1: Aumento da frequência cardíaca (FC).
- Beta 2: Broncodilatação (ex: adrenalina e salbutamol).
- Antagonistas adrenérgicos (Beta-bloqueadores): Ex: propranolol. Diminuem a FC e a PA; usados em hipertensão e arritmias.
Mecanismos de Ação e Farmacologia Experimental
O agonista liga-se ao receptor e o ativa, gerando uma resposta biológica, enquanto o antagonista liga-se ao receptor, mas não o ativa, bloqueando a ação do agonista.
Foi realizada uma farmacologia experimental em modelo in vivo, onde se manteve a fisiologia do organismo. Em experimentos com ratos, é essencial seguir normas éticas: pesar o animal para o cálculo preciso da dose, realizar anestesia, canulação e aguardar a estabilização para evitar alterações fisiológicas causadas pelo estresse.
No estudo do sistema cardiovascular, a adrenalina atua como agonista beta-1, aumentando a frequência e a força cardíaca de forma dose-dependente. Seus efeitos diminuem com o tempo devido ao metabolismo e à excreção, retornando à homeostase. Já o propranolol atua como um antagonista beta-1, bloqueando os efeitos da adrenalina e reduzindo a atividade cardíaca. Em geral, utiliza-se uma dose maior do antagonista para evidenciar o bloqueio farmacológico.