Conceitos Filosóficos de Platão: Aparência, Arte e Ideias
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Aparições
Refere-se ao aspecto externo de uma coisa, capturado pelos sentidos. A aparência é frequentemente enganosa como atributo de um mundo sensível, que carece de permanência e estabilidade. Assim, o conhecimento aparente das coisas é uma opinião (doxa), não a verdade absoluta.
Existem duas atitudes possíveis diante da aparência:
- Tomá-la como falsa: Se aceitarmos sua realidade incompleta, ela pode servir como um caminho para abordar a ideia que a modela.
- Tomá-la como real: É característica da ignorância, confundindo a cópia com o original. Por exemplo, acreditar que a justiça é apenas um ato justo ou que a beleza é a constituição de uma mulher bonita.
Apreender e Conhecer
Significa aproveitar com inteligência, saber e compreender profundamente.
Artes (Techne)
Do grego techne, vai além do domínio estético e refere-se à produção de algo de acordo com métodos ou modelos específicos. A pessoa que dominava sua "arte" (seu ofício) possuía uma habilidade especial e notória. Isso se aplica não apenas aos ofícios manuais, mas também aos intelectuais. Platão refere-se, por exemplo, às artes matemáticas como uma forma de "fazer algo" a partir de regras. Para Platão, a arte mais elevada é a dialética.
Percepção e o Demiurgo
No diálogo Timeu, Platão descreve o Demiurgo como uma espécie de divindade responsável por traduzir as Ideias para o mundo natural, moldando a matéria caótica conforme o modelo das Ideias. Diferente do Deus cristão, o Demiurgo é uma metáfora para a ordenação do mundo através da ação das Ideias sobre a matéria.
O Belo
Este termo refere-se a uma realidade onde a beleza não é uma qualidade acidental ou extrínseca, como ocorre nos seres sencientes, mas um elemento essencial e inerente: a própria Ideia de Beleza. Coisas bonitas não são belas em si mesmas, mas participam da beleza, pois sua fundação reside na Ideia de Beleza.