Conceitos Fundamentais de Retórica e Argumentação

Classificado em Filosofia e Ética

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  • Retórica: É a arte de bem falar; melhora a capacidade de argumentar e defender as suas posições.
  • Sofistas: Eram professores que ensinavam aos seus alunos a arte de bem falar. Para eles, a verdade é relativa ao sujeito que a profere, desenvolvendo competências como a habilidade em persuadir, a retórica e a oratória.
  • Retórica (sentido ético): É a arte de bem falar que utiliza a linguagem e a eloquência como instrumentos, e não como objetivos finais; visa o esclarecimento e a compreensão.
  • Manipulação: Consiste em levar alguém a aceitar uma tese sem avaliar criticamente (isto é, sem examinar de modo rigoroso e imparcial) as razões que existem a seu favor e contra ela.
  • Persuasão: Consiste em oferecer boas razões para que alguém seja conduzido a aceitar uma determinada tese.
  • Ironia: Consiste em simular que o interlocutor é sábio e que se aceita a qualidade das suas opiniões e definições, para, gradualmente, através da interrogação e da análise racional dos conceitos, pôr em dúvida as ideias preconcebidas daquele, revelando as suas contradições, falácias e incompletude.
  • Maiêutica: Consiste em ajudar a dar à luz um novo saber, pela rejeição de ideias preconcebidas e limitadas e pela aceitação de ideias mais plausíveis e verdadeiras, resultantes da discussão racional.
  • Argumento não dedutivo: A verdade das premissas torna apenas provável a verdade da conclusão.
  • Argumentos indutivos: Ainda que possam partir de premissas verdadeiras, a verdade da conclusão não está garantida. Um bom argumento indutivo deve basear-se numa amostra representativa e não deve ocultar contraexemplos conhecidos (generalização e previsão).
  • Outros tipos: Argumentos por analogia, argumentos de autoridade e entinema.
  • Falácia informal: Apresenta falhas ao nível do conteúdo do argumento que fazem com que este aparente fornecer razões a favor da sua conclusão, quando, na realidade, isso não acontece.
  • Petição de princípio: Pressupõe na premissa o que é provado na conclusão.
  • Falso dilema: Trata-se de uma disjunção que não esgota todas as possibilidades.
  • Apelo à ignorância: Conclui que uma proposição é verdadeira se não foi provado que é falsa, ou falsa se não foi provado ser verdadeira.
  • Ataque à pessoa (Ad Hominem): Não refuta o argumento, mas a pessoa que o apresenta.
  • Derrapagem (ou bola de neve): Pretende mostrar que uma proposição é inaceitável a partir de consequências inferidas até obter um desfecho absurdo.
  • Boneco de palha (ou espantalho): Distorção, intencional ou não, do argumento que é objeto de refutação.

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