Conceitos Marxistas: Mais-Valia, Forças Produtivas e Luta de Classes

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Conceitos Marxistas e Perspectivas Filosóficas

8. Mais-Valia é o valor que o trabalho não pago ao trabalhador cria acima do valor de sua força de trabalho, sob um regime capitalista livre. É a forma específica que o produto excedente assume no modo de produção capitalista e constitui a base da acumulação capitalista.

9. Dentro do marxismo, as forças produtivas não estão necessariamente ligadas a um tipo específico de relações entre os homens na produção, mas sim a um conjunto da formação social. Para Engels, o desenvolvimento muito limitado das forças produtivas nas sociedades primitivas resultou na completa ausência de propriedade privada dos meios de produção e na ausência de classes antagônicas. Esse tipo de sociedade teria apresentado um modo de produção que Engels chamou de comunismo primitivo. No entanto, as forças produtivas sofrem uma evolução independente. Essa evolução pode ser dificultada ou aumentada pelo sistema de relações de produção e pela superestrutura política e ideológica: a luta de classes.

Para Marx e Engels, sempre houve uma luta de classes entre opressores e oprimidos, que se manifestou ao longo dos séculos em diferentes formas e culturas. O choque entre classes origina-se da propriedade dos bens produzidos e de sua distribuição desigual. A opressão surge para assegurar a proteção da estrutura e superestrutura adquiridas.

A concepção marxista da história é, de fato, o resultado da luta de classes e não da implantação do espírito, visto que a base da realidade é a matéria, o modo de produção de mercadorias. Neste modo de produção, o que importa são as relações dos homens em cada classe social, que determinam a estrutura e a superestrutura, sendo esta última derivada da primeira. Nesta base material, sustentando uma dialética, a infraestrutura compreende as forças prodututivas e as relações de produção. A superestrutura é a justificativa legal, política e ideológica, uma visão distorcida da realidade.

Razão, Virtude e Felicidade

RAZÃO = FELICIDADE, pois iguala a força da razão, já que a razão é algo que pertence ao corpo e o corpo reside na razão. Considere que a virtude é a razão pela qual se busca polarizar a realidade humana. Nietzsche acreditava na realidade corporal, enquanto Sócrates acreditava na realidade da razão. Igualar os dois é estranho, porque a virtude é mais extensa que a razão; é a força em uma direção mais rápida e mais certa do que o reto leva à realidade, pois somente quem quer ser feliz quer evitar a dor, sendo fraco.

O Inefável em Wittgenstein

O que não pode ser expresso, certamente existe. O que é mostrado é o místico. Este fragmento pertence a Wittgenstein, que afirma que a proposição é o eco correspondente. Por outro lado, o que é mostrado, o que ele chama de mística — ou seja, a beleza, o bem, o mal — é inefável, porque não é um objeto do mundo. Um objeto do mundo seria, por exemplo, a cor branca. A beleza, o bem e o mal não podem ser ditos claramente, pois o que se pode dizer é o que se mostra, o inefável, que não faz parte do mundo. Não há enigma; esta questão não pode ser formulada assim: “Aqui está um rinoceronte!” Você pode dizer que é um fato. Algo está errado: “Aqui não há um rinoceronte!” Não posso dizer isso, porque não se pode falar sobre o que existe, o que não é um fato.

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