Concepções Políticas: Marxismo, Liberalismo e Social-Democracia
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1. A Concepção Marxista de Estado
Marx não desenvolveu uma única obra para explicar o Estado; suas concepções foram criadas a partir da reflexão sobre a burguesia e o proletariado. Na visão marxista, o Estado não é neutro e não representa o bem comum; ele é um instrumento de dominação de classes, quase sempre em favor do capital.
O Estado defende a burguesia, sendo o braço armado que reprime, pela força, todos que vão contra a ordem vigente. É uma instituição construída a partir das relações econômicas para proteger a burguesia e seus interesses, facilitando a manutenção da sociedade capitalista. Para isso, utiliza tanto a repressão quanto o domínio ideológico, assegurando as condições necessárias para a reprodução material e ideológica do sistema.
2. A Visão Liberal
Para os liberais, a maior importância deve ser dada ao indivíduo e ao princípio de liberdade, cabendo ao próprio homem a realização de sua história e o alcance do sucesso, sendo dele a responsabilidade caso não consiga atingi-lo.
No Estado liberal, há a defesa dos direitos naturais de cada indivíduo, tais como:
- Vida;
- Liberdade;
- Propriedade (bens).
Sendo assim, as ideias de justiça social e direitos sociais não caminham junto com o liberalismo, pois, para essa corrente, a busca pela igualdade limitaria a liberdade individual. Os liberais defendem que não deve haver interferência do Estado na promoção da justiça social, sendo, portanto, contrários a políticas sociais que visem igualar direitos.
3. A Concepção Social-Democrata
Os sociais-democratas (SD) começaram defendendo reformas para alcançar o socialismo, mas abandonaram essa meta ao não obterem maioria nas eleições e entre o operariado. Com o tempo, passaram a se identificar com o pensamento liberal, acreditando que o mercado poderia gerar boas condições para todos através de políticas sociais.
A principal diferença entre a concepção social-democrata e a liberal é que os liberais não acreditam na intervenção estatal nem pretendem estabelecer um Estado de Bem-Estar Social. Diferente dos liberais, os sociais-democratas defendem que o Estado deve intervir na economia para garantir direitos sociais e promover o bem-estar coletivo.