Conduta Terapêutica em Meningites: Guia Prático

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Caso 3: Conduta Terapêutica e Justificativa

Meningite Viral

  • Tratamento: Sintomático e observação clínica (internação se necessário).
  • Não há indicação de corticoide.
  • Meningite viral, geralmente, não deixa sequelas.

Nota: Em casos de dúvida diagnóstica, pode-se iniciar aciclovir e solicitar PCR para Herpes. Caso o resultado seja negativo, suspende-se a medicação.

Profilaxia para Contactantes

A profilaxia é obrigatória apenas para meningite meningocócica, preferencialmente em até 48h (limite de 10 dias). Não é necessária para meningite pneumocócica ou viral.

  • Crianças (< 8-12 anos): Rifampicina por 2 dias.
  • Adultos: Ciprofloxacino 1g (dose única).
  • Atenção: Ciprofloxacino é contraindicado para gestantes e crianças.

Avaliação do Líquor e Contraindicações

A punção lombar possui contraindicações. Sempre realize exame de imagem prévio para descartar sinais de Hipertensão Intracraniana (HIC), como hidrocefalia ou edema cerebral.

Diagnóstico Diferencial

Quadros subagudos/crônicos (ex: 1 mês de evolução) com glicose consumida não sugerem etiologia viral.

  • Meningite Tuberculosa: Pesquisa de BAAR (Ziehl-Neelsen) e cultura para BK.
  • Meningite Criptocócica: Tinta da China (nanquim), teste de látex e cultura.

Nota: Em pacientes HIV+, um líquor com aspecto normal não exclui criptococose se o látex ou a cultura forem positivos.

Tratamento Específico

  • Tuberculosa: RIPE (VO) por 1 ano + corticoide (4 a 8 semanas).
  • Criptocócica: Anfotericina B (IV) seguida de Fluconazol (VO).
  • Sem diagnóstico definido: Iniciar RIPE + Anfotericina B até a realização da punção.

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