Conflitos e Transformações Geopolíticas no Século XX

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Partido Comunista Chinês

A China realizou uma revolução socialista. No início do século XX, a China possuía dois principais grupos políticos: os nacionalistas do Kuomintang (com apoio da burguesia chinesa e dos EUA) e os comunistas (apoiados pela URSS e liderados por Mao Tsé-tung), que defendiam a reforma agrária e um modelo chinês de socialismo.

O Partido Comunista Chinês (PCCh) organizou as "bases vermelhas" (zonas rurais sob o domínio deste partido) e criou o Exército Vermelho (força armada que reunia soldados, camponeses e operários), que foram reprimidos e tiveram que marchar para o norte.

A China foi atacada pelo Japão e o Partido Comunista aproveitou o momento para liderar a resistência contra invasores e consolidar seu poder no campo. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão retirou-se da China.

Mao Tsé-tung ganhou poder e o Exército Vermelho transformou-se em Exército Popular de Libertação, que entrou em Pequim e proclamou a República Popular da China. Os Estados Unidos procuraram isolar a China, não sendo a favor do novo regime.

A China rompeu relações com a URSS, perdendo apoio financeiro e contribuição técnica. O governo chinês promoveu o Grande Salto para Frente, nova política que tinha como objetivo mobilizar a população para alcançar um maior desenvolvimento econômico num curto espaço de tempo, o que foi um fracasso e abalou a imagem de Mao Tsé-tung.

O prestígio de Mao Tsé-tung foi recuperado apenas com a Revolução Cultural, campanha promovida pelo governo para persuadir os camponeses e operários a se agruparem em torno do PCCh. Os estudantes universitários e de ensino médio foram chamados a promover a Revolução Cultural por todo o país com o apoio do Estado, formando a Guarda Vermelha.

Participação das Superpotências nos Conflitos

A questão nuclear e os interesses econômicos inviabilizaram um conflito direto entre os blocos soviético e norte-americano. As guerras entre estes dois blocos aconteceram por intermédio de outras nações, conceito fundamental para se entender a Guerra Fria.

A Criação do Estado de Israel

Em 1948, a ONU estabeleceu a criação do Estado de Israel na região da Palestina, ato que foi duramente criticado pelos países ligados à Liga Árabe. Os impasses entre judeus (Israel) e muçulmanos (Palestina) levaram à sua primeira guerra. Com o apoio norte-americano, Israel resistiu aos ataques árabes.

A luta dos palestinos contra Israel resultou na fundação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), liderada por Yasser Arafat, que, graças a divergências quanto ao método de luta, dividiu-se em vários grupos.

A incapacidade de conduzir uma guerra vitoriosa contra Israel contribuiu para a formação de grupos terroristas. O Estado judaico tornou-se fortemente militarizado, sendo um dos principais compradores de armas dos EUA.

Guerra dos Seis Dias

Na chamada Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou territórios designados aos palestinos, que passaram a resistir a quase todos os acordos com o Estado de Israel e viraram uma nação confinada em seu próprio território.

Guerra da Coreia

A península coreana estava sob ocupação do Japão, que foi derrotado no final da Segunda Guerra Mundial, possibilitando a ocupação do norte do território pela URSS e do sul pelos EUA. As duas repúblicas entraram em guerra e, depois de três anos de lutas, a região passou a ser dividida em duas partes: a Coreia do Sul (capitalista) e a Coreia do Norte (socialista).

A Crise dos Mísseis

A Crise dos Mísseis começou quando os soviéticos, em resposta aos EUA pela instalação de mísseis nucleares na Turquia e a invasão da Baía dos Porcos em Cuba, instalaram mísseis nucleares em território cubano. Soviéticos e norte-americanos travaram uma guerra diplomática exigindo a retirada dos mísseis. As duas potências entraram em acordo, retirando os mísseis e evitando problemas maiores.

O Domínio Britânico na Índia

Na segunda metade do século XIX, ao tornar-se colônia da Grã-Bretanha, a sociedade indiana foi transformada pela administração colonial inglesa. A produção, que antes era basicamente artesanal, passou a se tornar fabril.

Os ingleses incentivaram a formação de uma nova camada de proprietários rurais (zamindars), que passaram a deter a posse das terras e arrendá-las para os camponeses (ryots). Com o fim da Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha encontrava-se enfraquecida, fazendo surgir movimentos de independência na Índia e o processo de descolonização.

A Independência e a Divisão da Índia

Quando os britânicos começaram a colonizar a Índia, hindus e muçulmanos já conviviam na região. Os hindus criaram o Partido do Congresso, cujo líder era Gandhi, que resistia à dominação inglesa através da não violência e da desobediência civil. Os muçulmanos estavam organizados na Liga Muçulmana.

Gandhi lutou para a união desses dois grupos em torno do objetivo comum, porém a Liga Muçulmana rompeu com o Partido do Congresso e começou a luta pelo separatismo. A Grã-Bretanha, abalada pela Segunda Guerra, reconheceu a independência da Índia.

A Guerra do Vietnã

Os EUA defrontaram-se indiretamente contra a China comunista ao defender o Vietnã do Sul contra a invasão dos comunistas do Vietnã do Norte, apoiados pelos chineses. A guerra estendeu-se por mais de 10 anos nos territórios do Vietnã, Laos e Camboja. Após milhares de mortes de soldados americanos, em 1975, os americanos retiraram-se do território, perdendo a guerra e deixando o Vietnã do Sul sob a esfera de influência da China. A capital do Vietnã do Sul, Saigon, mudou de nome para Ho Chi Minh, em homenagem ao líder comunista vietnamita.

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