Constituição Gaudium et Spes: Igreja e Desenvolvimento
Classificado em Religião
Escrito em em
português com um tamanho de 2,04 KB
Constituição Gaudium et Spes: Eclesiologia e Mundo
O reconhecimento e a aceitação do mundo como ele é hoje, pela Igreja, significa abandonar a nostalgia do passado para encarnar no presente. Isso implica que a Igreja está presente no mundo, especialmente ao lado dos mais pobres. O homem e a sociedade tornam-se uma fonte de inspiração teológica.
Novo Conceito de Tempo e Autonomia
- Autonomia do mundo: Diferente do modelo anterior, onde o mundo era subordinado à Igreja, agora o mundo recupera a sua autonomia, rompendo com a dependência institucional.
- Objetivo comum: A Igreja e a sociedade coincidem na busca pelo bem do homem, atuando em níveis e com instrumentos distintos. A Igreja coloca-se a serviço do homem de forma desinteressada, seguindo o princípio de "estar no mundo, mas não ser do mundo".
- Diferenciação: A Igreja distingue-se claramente do mundo para eliminar qualquer identificação com o poder temporal.
- Estilo pastoral: A relação da Igreja com o mundo torna-se mais pastoral, priorizando a benignidade em detrimento do rigor moral.
A Visão Cristã sobre o Desenvolvimento
O documento propõe uma reflexão profunda sobre o progresso humano:
- Desenvolvimento qualitativo: Não se reduz ao mero crescimento econômico (PP, 14); é um conceito mais qualitativo do que quantitativo.
- Desenvolvimento integral e universal: Deve abranger a pessoa como um todo (integral) e alcançar todos os homens (universal), superando a visão puramente econômica.
- Primado do ser sobre o ter: O crescimento possui ambivalência, podendo apresentar aspectos positivos e negativos; por isso, o "ter" deve estar subordinado ao "ser".
- Caráter dinâmico: O desenvolvimento humano é a passagem de condições menos humanas para condições mais humanas de vida, fundamentado em uma visão ética cristã.