Contrarreforma e o Confronto de Culturas nas Descobertas

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Contrarreforma

  • Índex: Catálogo de obras e autores proibidos pela Igreja Católica.
  • Inquisição: Tribunal da Igreja Católica instituído para combater e punir heresias, bruxaria e quaisquer manifestações de caráter público ou privado contrárias ao catolicismo. Também chamada Santo Ofício.
  • Companhia de Jesus: Congregação religiosa surgida no contexto da Contrarreforma de uma forma mais pacífica, praticando o proselitismo (atividade religiosa exercida com extremo zelo e fervor, no sentido de angariar adeptos, através da missionação, pregação, ensino e direção de consciência).

O Encontro e Confronto de Culturas

As descobertas marítimas dos séculos XV e XVI deram um diferente significado às relações entre os povos e à conceção da Humanidade.

Conceitos Fundamentais

  • Providencialismo: Conceção segundo a qual Deus governa todos os acontecimentos do Mundo e da vida humana, com uma sabedoria inerente aos seus Eternos desígnios.
  • Racismo: Tipo de comportamento de pessoas, que se caracteriza por alimentar preconceitos e discriminações contra etnias e minorias, isto é, grupos antropologicamente e socialmente diferenciados.

Segundo o providencialismo, Deus criou Adão, o homem perfeito, no jardim Éden, dele fazendo descender toda a Humanidade. Mas a Humanidade ficou marcada desde cedo pelo pecado.

Para o pensamento cristão, todos os seres humanos eram merecedores de receber a palavra de Deus e o batismo que a todos redime.

Interpretação do Outro

Com a descoberta de novos povos, os navegadores puderam ver que os “monstros humanos” não existiam. A estupefação e a deceção cedo deram lugar a relatos antropológicos pormenorizados sobre os Negros, os Asiáticos, os Ameríndios. O Europeu procurava descrever e interpretar o Outro.

Do encontro de povos depressa se passou ao confronto de culturas. Testemunhos vários dão-nos conta do olhar desconfiado e hostil com que o Outro via o Europeu.

Quanto ao Europeu, revelou-se desde sempre preconceituoso e portador de racismo. Acreditava na superioridade dos brancos e da religião cristã.

Foi assim que, num tempo em que se pensava que todos os homens descendiam de Adão, o Europeu começou a duvidar da humanidade de Negros e Ameríndios. Nesta sua dúvida encontrou um motivo para justificar a escravatura.

A Escravidão e os Direitos Humanos

A escravização conheceu um elevadíssimo impulso com as descobertas marítimas e a construção dos impérios coloniais da Época Moderna.

Todo o tráfico negreiro é uma história de violência e de desrespeito pela condição humana. Desde a captura ao transporte e à venda nos mercados.

Nos mercados, a condição de homem-objeto dos negros era especialmente chocante. Não eram homens, mas sim mercadorias. Jamais eram contados em número de pessoas, mas em peças.

Não se deveram, porém, aos cruéis sofrimentos dos escravos negros as primeiras manifestações de defesa dos Direitos Humanos. Foi na América espanhola que elas começaram, a propósito da escravização dos Índios, vítimas dos abusos dos conquistadores e colonizadores.

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