Controle Estratégico, Operacional e Implantação da Estratégia

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Controle estratégico: acompanhar a estratégia à medida que é implementada, identificando problemas nas premissas iniciais ou mudanças nas tendências e fazendo as alterações necessárias.

  • A direção na qual estamos indo está correta?
  • Tudo está ocorrendo conforme o esperado?
  • As suposições sobre as nossas maiores mudanças ainda são válidas e corretas?
  • Estamos fazendo as coisas que precisam ser feitas?
  • Devemos ajustar ou abortar a nossa estratégia?

4 tipos básicos de controle estratégico:

  • Controle das premissas
  • Controle da implementação
  • Vigilância estratégica
  • Alerta especial

Controle operacional:

Sistemas para orientar, monitorar e avaliar o progresso de curto prazo dos objetivos.

  • Como está o nosso desempenho?
  • Os objetivos e metas serão cumpridos conforme a programação?
  • Os custos, fluxos de caixa e proveitos vão ao encontro das projeções?
  • É necessário fazer mudanças operacionais?

4 passos para controles operacionais:

  1. Estabelecer padrões de desempenho
  2. Medir o desempenho atual
  3. Identificar desvios dos padrões de desempenho
  4. Iniciar ações corretivas, com ou sem planos de contingência

3 tipos de sistemas de controle operacional:

  • Orçamentos
  • Calendarização
  • Monitorização

Dois fatores críticos.

Instrumentos de controle: O Balanced Scorecard (BSC)

Objetivo: alinhar a organização em torno de dois objetivos estratégicos, envolvendo todos os diversos parceiros em todos os níveis. O BSC é uma abordagem que suporta a implementação da estratégia, a sua execução e a monitorização em todos os níveis da organização.

O BSC:

  • Constitui um processo de avaliação e atualização da estratégia
  • Proporciona uma comunicação de dois objetivos estratégicos, focando os parceiros na sua consecução
  • Permite uma cultura de aprendizagem e melhoria contínua
  • Atribuição de incentivos em função do desempenho individual e dos resultados da contribuição para o negócio

Pirâmide do BSC:

  • Visão e missão do negócio: direção de longo prazo
  • Objetivos estratégicos: aquilo que é necessário para manter e elevar vantagens competitivas críticas
  • Fatores críticos de sucesso: aquilo que é crítico para atingir os objetivos e executar a estratégia
  • Indicadores e métricas de desempenho: quais indicadores refletem melhor a evolução na execução da estratégia e a concretização das metas

Implantação da estratégia

  1. Identificar e estabelecer metas de curto prazo
  2. Iniciar planos de ação tática
  3. Delinear políticas funcionais específicas
  4. Estabelecer delegação de poderes e responsabilidades
  5. Estrutura eficaz, sistemas de recompensas, liderança e cultura

Qualidade dos objetivos de curto prazo

São:

  • Mensuráveis (estabelecem o quê, quando, quanto, quem)
  • Estabelecem prioridades
  • Ligados aos objetivos de longo prazo
  • Específicos
  • Temporais
  • Com enquadramento claro

Planos de ação:

Planos funcionais identificam táticas para construir vantagens competitivas.

Benefícios dos dois objetivos de curto prazo e dos dois planos de ação

  • Clareza de propósitos
  • Base de controle do desempenho
  • Estratégias motivacionais

Táticas funcionais

Rotinas específicas e atividades que devem ter lugar em cada área funcional para obter um produto ou serviço. Traduza o pensamento em ação.

Diferenças dos objetivos de curto prazo em relação à estratégia

  • Horizonte temporal
  • Especificidade
  • Desenvolvem os participantes

As táticas funcionais refletem a atividade de uma forma que contribui para a implementação de uma estratégia.

Políticas e empowerment

As políticas são diretrizes ou orientações para o pensamento, a tomada de decisões e as ações de gestores e subordinados na implementação da estratégia. Podem ser escritas como forma indireta de controle sobre as ações.

  • Promovem uniformização e decisões rápidas
  • Asseguram a institucionalização de comportamentos organizacionais
  • Reduzem a incerteza nas decisões do dia a dia
  • Evitam a rejeição dos membros da organização
  • Pré-definem respostas a problemas rotineiros e evitam decisões incorretas
  • Contrariam estratégias definidas

Alteração dos sistemas de recompensa que incentivam o desempenho. As recompensas podem ser monetárias ou não monetárias.

Estrutura, liderança e cultura

Estrutura: forma básica como as muitas atividades da empresa são organizadas.

Liderança: capacidade organizacional de interessar as pessoas na mudança necessária à implementação da estratégia.

Cultura: partilha de valores individuais que criam padrões de comportamento.

Estrutura

Tipos: geográfica, funcional, matricial, divisional e de produto.

  • Estrutura necessária para adaptar-se à estratégia
  • Reengenharia, downsizing e outsourcing

Reengenharia: esforço de reestruturação para manter a competitividade. BPR (Business Process Reengineering): tenta remover barreiras que distanciam os trabalhadores dos clientes, reestruturando a organização em processos orientados para os clientes.

Três conceitos principais:

  • Downsizing: eliminação de um certo número de pessoal (gestão intermédia), tornando a empresa mais flexível
  • Self-management: maior delegação de poderes de decisão e responsabilidade aos níveis mais baixos
  • Outsourcing: externalização de atividades, encomendando-as a empresas especializadas

Efeitos potencialmente perversos dos processos de downsizing e outsourcing:

  • Perda de conhecimentos relevantes
  • Perda de memória de experiências negativas
  • Falha na qualidade

Gestão e liderança

Liderança: competências e estilo de liderança para comprometer as pessoas com a mudança:

  • Clarificar a intenção da estratégia da organização
  • Construir a cultura organizacional

Cultura

  • Criar uma cultura partilhada
  • Criar uma cultura separada das culturas variadas

Estratégias genéricas de Porter

Mercado-alvo amplo: liderança pelos custos e diferenciação.

Mercado-alvo restrito: foco com liderança pelos custos ou foco com diferenciação.

Exigências da estratégia de liderança pelos custos:

  • Forte investimento em capital inicial
  • Capacidade de engenharia do processo
  • Sistema de distribuição eficiente e de baixo custo
  • Design especial ou fabricação que proporcione economias de escala e de experiência

Exigências da diferenciação:

  • Capacidade criativa elevada
  • Capacidade de investigação e desenvolvimento
  • Reputação do negócio e/ou da marca
  • Forte capacidade de comercialização
  • Investimentos elevados em campanhas de publicidade
  • Recursos humanos qualificados

Especialização: de acordo com a vertente que pretende seguir, liderança em diferenciação ou custos.

Exigências ao nível organizacional da estratégia

Liderança pelos custos:

  • Controle rígido dos custos
  • Accountability rigorosa
  • Estruturação frequente de relatórios de controle
  • Incentivos baseados em termos quantitativos
  • Minimização de custos em I&D, serviços e publicidade

Diferenciação:

  • Coordenação forte entre as funções de I&D, marketing, desenvolvimento do produto e vendas
  • Incentivos baseados em termos qualitativos
  • Política de recursos humanos que incentive trabalhadores qualificados, competentes e criativos

Especialização: de acordo com a vertente que pretende seguir: liderança pelos custos ou diferenciação.

Vantagem competitiva: os drivers do custo

  • Economias de escala e especialização
  • Indivisibilidade de tarefas e divisão do trabalho
  • Economias de habilidade que dão origem à aprendizagem
  • Melhoria de coordenação e organização do processo
  • Tecnologia e desenho do processo, automação e mecanização
  • Utilização eficiente dos materiais e precisão
  • Design do produto, automação e design para poupança de materiais
  • Custos dos insumos, vantagens de propriedades dos insumos, localização de baixo custo e cooperação
  • Poder de negociação com fornecedores
  • Utilização da capacidade, produtividade e relação entre variáveis e custos fixos, custos de instalação e de encerramento
  • Eficiência organizacional e de gestão, com controles rigorosos e agências que permitam pouca margem

Drivers da diferenciação

  • Atributos de desempenho do produto/serviço
  • Serviços complementares (crédito, entrega, reparação)
  • Intensidade das atividades de marketing
  • Design e tecnologia construídos sobre os insumos de fabricação
  • Qualidade dos procedimentos organizacionais que impactam a atividade (ex.: rigor no controle de qualidade, procedimentos das operações)
  • Expertise e experiência que proporcionam

Estratégia da empresa: integração vertical

A empresa decide exercer as suas atividades de produção em fases sucessivas, podendo estar presente em mais do que um setor.

O que pode determinar a integração vertical?

  • Interdependências tecnológicas: aproveitamento de economias de escopo
  • Imperfeições no mercado de fatores: preços flutuantes e incertos, problemas de qualidade, filas, estrangulamentos, desajustamento entre oferta e procura, fraude, etc.
  • Cliff overhanging: preços não atrativos aos concorrentes estrangeiros

Vantagens da integração vertical

  • Economias de várias operações e supressão de custos
  • Privatização das relações: economia de custos de informação nas relações
  • Estabilidade e segurança do aprovisionamento de mercados
  • Domínio tecnológico e progresso
  • Proteção contra eventual capacidade
  • Entrada em novas áreas e diversificação horizontal

Riscos e desvantagens da integração vertical

  • Risco financeiro: investimento em atividades pouco rentáveis
  • Menos flexibilidade
  • Despesas imprevistas de gestão e de venda
  • Dificuldades de gestão dos custos
  • Automatismo devido ao desenvolvimento na recessão
  • Fragilidade

Efeitos sobre a concorrência

  • Pode melhorar a eficiência na afetação de recursos específicos em certas condições
  • Pode servir de supressão do mercado ou pelos preços, esgotando concorrentes

Outsourcing estratégico

As fronteiras da empresa:

  • Desenvolver internamente
  • Atribuir atividades a empresas especializadas

Flexibilidade versus controle:

  • Atividades nucleares e atividades de suporte
  • Atividades periféricas

Análise estratégica em empresas diversificadas

Importância para a organização:

  1. Clarifica o papel e o acesso aos recursos dos gestores de cada negócio em relação aos outros
  2. Clarifica como cada um contribuiu para a criação de valor do negócio e as empresas enfrentam sinergias internas

Sinergias: 3 questões básicas

  • Que partilham oportunidades de infraestruturas e são esperadas capacidades? Existe acumulação de competências vitais com a coexistência de diferentes negócios?
  • As competências vitais podem ser transferidas para gerar vantagem competitiva noutros negócios?
  • Relacionam-se os negócios de modo a beneficiar competências vitais da organização?
  • As combinações de competências são únicas e dificilmente imitáveis?
  • Os negócios permitem equilibrar diferentes recursos financeiros da empresa?

Fatores estratégicos importantes escolhidos

  • Grau de dependência externa da estratégia da empresa
  • Atitude face ao risco
  • Quando há prioridades diferentes entre gestores e proprietários
  • Questões de política interna

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