Cooperação Internacional e Integração: Conceitos e Práticas
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Cooperação Internacional e Integração
A cooperação é o outro lado da moeda de interesses em conflito. Ela ocorre quando os atores são capazes de compartilhar objetivos. Conflito e cooperação podem coexistir perfeitamente; atores podem cooperar para congelar um conflito ou colaborar em áreas específicas enquanto divergem em outras. Um exemplo é a controvérsia entre Espanha e Inglaterra sobre a soberania de Gibraltar, onde, apesar da disputa, ambos cooperam em questões ambientais, como o combate à poluição marítima.
Portanto, em certas matérias, a atuação isolada dos Estados seria ineficaz. Teorias idealistas argumentam que a cooperação é o caminho para a união, defendendo que a guerra representa um fracasso da política. Acredita-se que o aumento de democracias reduz a probabilidade de guerras mundiais.
A cooperação exige um esforço contínuo de aproximação política, muitas vezes formalizada por meio de tratados e estruturas institucionais. Após o conflito — e sua forma extrema, a guerra — surge a parceria, cuja forma mais avançada é a integração, que supera a lógica tradicional do sistema de Estados.
Áreas de Cooperação Global
- Agenda Global: Meio ambiente, terrorismo, tráfico de drogas e saúde pública (ex: AIDS).
- Cooperação Técnica e Administrativa: Critérios de vacinação, aviação civil e serviços postais.
Ao assinarem a Carta de São Francisco, os membros da ONU comprometeram-se a cooperar na resolução de problemas econômicos, sociais, culturais e humanitários, promovendo os direitos humanos sem distinção de raça, sexo, religião ou língua.
Cooperação para o Desenvolvimento
Este é um modelo assimétrico onde uma parte mais desenvolvida disponibiliza recursos para o desenvolvimento de outra, sem expectativa de retorno financeiro. A meta internacional é que países ricos destinem 0,7% do seu PIB para o desenvolvimento de nações subdesenvolvidas, meta atualmente atingida por países como Noruega, Suécia, Luxemburgo, Holanda e Dinamarca.
Integração
A integração é um processo sofisticado de cooperação intensa que cria instituições com poderes ou autoridade supranacional, como observado na União Europeia. Nesse modelo, os Estados transferem parte de suas responsabilidades para a instituição supranacional, como ocorre em uma União Aduaneira.
Após a Guerra Fria, a regionalização tornou-se uma resposta aos desafios da globalização. A proximidade geográfica e cultural impulsiona projetos de integração, visando superar a anarquia das relações internacionais em prol da eficiência e do bem-estar social.