A Corrida Armamentista Nuclear: História e Consequências

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A Corrida Armamentista Nuclear

Com o passar dos anos, tanto os EUA quanto a União Soviética endureceram suas posições para ganhar terreno e impor seus modelos ao resto do mundo. Rapidamente, o armamento tornou-se uma questão política. Os dois países tentaram superar um ao outro em múltiplos planos militares: número de combatentes, divisões blindadas, aviões, submarinos, etc. No entanto, foram as armas não convencionais — ou seja, as armas nucleares — que dão o tom nas relações entre americanos e soviéticos.

Estritamente falando, a Segunda Guerra Mundial terminou após o lançamento das duas bombas atômicas pelos Estados Unidos no território japonês. A posse de tais armas, devido ao seu alto poder destrutivo, conferiu ao país uma enorme vantagem sobre outras nações. Assim, a União Soviética estabeleceu como um de seus principais objetivos encontrar a fórmula para gerar esses artefatos. Quando, em 1949, conseguiu lançar com sucesso sua primeira bomba, iniciou-se o que ficou conhecido como a corrida armamentista nuclear.

O paradoxo da luta era que ambas as potências nucleares poderiam, a qualquer momento, destruir o oponente e até mesmo o mundo. No entanto, iniciar um ataque significaria uma resposta imediata, condenando ambas as superpotências à destruição. Esta situação é conhecida como o princípio da Destruição Mútua Assegurada (MAD, na sigla em inglês). Apesar de sua brutalidade, foi precisamente esse princípio que permitiu que a guerra permanecesse "fria" durante meio século. Por sua vez, a constante ameaça nuclear gerou tensão e medo em suas populações. Especialmente nos Estados Unidos, pessoas de todas as idades viviam em permanente estado de alerta, suportando décadas de receio quanto a um ataque externo.

A corrida armamentista manteve ambos os poderes em condições semelhantes até a exaustão da economia soviética. A URSS foi incapaz de manter o nível de despesas de seu rival, o que ficou evidente na década de 1980, quando não conseguiu neutralizar a estratégia dos EUA na corrida espacial.

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