A Crise da Regeneração e a Ascensão do Republicanismo

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5 e 6: A Economia e a Indústria na Regeneração

Sob os efeitos da grave crise económica, o governo publicou uma nova pauta alfandegária de carácter protecionista. Procurou-se garantir condições vantajosas à agricultura e à indústria para a colocação dos seus produtos. O comércio colonial tornou-se fundamental no desenvolvimento económico.

Na indústria, consolidaram-se os progressos da primeira fase da Regeneração. Difundiu-se a energia a vapor e a mecanização do têxtil, moagem e construção. Surgiu a indústria dos cimentos, produziu-se e distribuiu-se eletricidade.

Os tabacos, tintas e vernizes, conservas de peixe e a metalurgia registaram um grande desenvolvimento. A crise empurrou a indústria para a concentração. Apareceram grandes companhias, ligadas aos têxteis (Companhia Aliança), tabaco e fósforos, cimentos, produtos químicos, moagem e vidros.

O mesmo ocorreu nos transportes (carris), serviços públicos (água, gás), seguros (Fidelidade), nos bancos e na exploração colonial. Em Braga, Lisboa e Porto, fixaram-se os polos urbano-industriais.

7: Sociedade, Política e o Declínio da Monarquia

A sociedade burguesa alterou-se; as cidades tinham crescido e as massas urbanas eram mais conscientes. Os progressos na instrução e a proliferação dos jornais contribuíram para a formação da opinião pública, força que os governos tiveram de levar em conta.

O sistema político assentava num rotativismo partidário, na alternância dos dois principais partidos monárquicos: o Regenerador e o Progressista. A falta de um programa coerente de governo e a incompetência foram desgastando a imagem da política. Os governos foram alvos de críticas e o desânimo substituiu o otimismo do início da Regeneração. O país tomou consciência da sua debilidade económica.

  • Dos campos: saíram emigrantes.
  • Nas cidades: vegetava um operariado miserável.
  • Classes médias: tinham promoção social e participação na vida política, conciliando os salários com o estatuto.

Sem ser a alta burguesia, quase todos estavam descontentes. O Partido Republicano soube capitalizar a seu favor a crise económica e o descrédito do rotativismo monárquico. Havia violentas críticas ao rei e aos seus governos, identificados como a causa da decadência nacional.

A expressão eleitoral do Partido Republicano foi crescendo, e com ele aumentou o clima de exaltação patriótica que atraía numerosos públicos aos comícios e colocava a vida nacional no centro dos debates.

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