A Crise da Segunda República Espanhola e a Frente Popular

Classificado em História

Escrito em em português com um tamanho de 3,04 KB

A Crise da Segunda República e a Ascensão da Frente Popular

Nesta linha de ação, retarda-se a transferência de competências para o Estatuto de Autonomia da Catalunha e do País Basco. O governo da CEDA passa a exigir uma guinada ainda maior à direita, enquanto a Falange promove atos violentos contra as forças de esquerda e progressistas, degenerando em um período de luta entre esquerdistas e direitistas.

A CEDA finalmente entra no governo, o que acelera o cancelamento das reformas progressistas. A esquerda reage convocando uma greve geral. Nas Astúrias, os trabalhadores iniciam um forte movimento revolucionário, e na Catalunha proclama-se o "Estat Català". Ambas as iniciativas são sufocadas; no caso das Astúrias, a repressão pelo exército desencadeia uma onda de assassinatos e prisões políticas.

A Radicalização e o Caminho para a Guerra Civil

A CEDA consolida o poder e começa a planejar a derrubada da República, com a Falange incitando a rebelião armada. É importante notar que a situação na Europa era dominada pelo avanço do fascismo na Itália e na Alemanha, que serviam de exemplo para a direita europeia.

Na Espanha, o governo pretende reformar 42 artigos da Constituição, representando uma mudança radical, além de votar uma lei de contrarreforma agrária. Após uma série de escândalos no governo Lerroux, ocorre a demissão do gabinete e a convocação de eleições para 16 de fevereiro de 1936. As esquerdas unem-se na Frente Popular, uma aliança de oposição para defender a República contra o fascismo e os monarquistas conservadores.

A Frente Popular (1936)

A Frente Popular vence as eleições com 257 deputados. Manuel Azaña forma o governo, apoiado por socialistas e comunistas. O governo decreta anistia, libertando os revolucionários de outubro, e o parlamento catalão é restabelecido. No entanto, o país enfrenta uma onda de atos terroristas para desestabilizar a nação. O governo responde proibindo a Falange e prendendo seus principais dirigentes.

Enquanto isso, militares reacionários preparam um golpe de Estado. Agricultores começam a ocupar fazendas para realizar a reforma agrária por conta própria, e os proprietários reagem retirando capitais do país. O General Mola, cérebro do golpe, distribui as tarefas: Franco na África, Goded em Valência, Queipo del Llano na Andaluzia, e Mola em Navarra e Burgos.

O Estopim do Conflito

Em 12 de julho, o tenente da Guarda de Assalto, José Castillo, é assassinado pela Falange. Em vingança, seus companheiros executam o líder direitista José Calvo Sotelo. Este fato serve de pretexto para o golpe, iniciado em 17 de julho nas Ilhas Canárias e Marrocos, e em 18 de julho no restante da Espanha.

O governo reage tardiamente, inicialmente negando armas ao povo. A partir deste momento, a Espanha divide-se em duas zonas, sem vantagem militar clara para nenhum dos lados, prevendo-se uma guerra longa. A tragédia da Guerra Civil Espanhola estava instaurada.

Entradas relacionadas: