O Cristianismo e a Crise do Império Romano

Classificado em História

Escrito em em português com um tamanho de 5,3 KB

Contextualizar o nascimento do Cristianismo:

O Cristianismo nasceu na Palestina. Por volta do ano 25, Jesus inicia a sua vida pública, dizendo ser o Messias, o salvador há muito esperado pelo povo hebreu. Por isso, aceita que lhe chamem Cristo; este nome rapidamente passa a ser o seu segundo nome. Durante cerca de dois anos e meio, Jesus percorre cidades e aldeias anunciando a "boa nova".

Identificar os princípios fundamentais da nova fé:

Os princípios fundamentais da nova fé são: aos olhos de Deus não há diferenças entre os homens e todos podem alcançar a vida eterna.

Descrever a difusão do Cristianismo no espaço Romano:

A difusão do Cristianismo foi relativamente fácil. Este beneficiou da unidade política do Império e das suas excelentes vias de comunicação.

Com a mesma rapidez com que ganhou seguidores, também ganhou inimigos. Desde a sua criação até três séculos depois, houve constantes perseguições aos cristãos.

No decurso do século III, o Cristianismo registou um crescimento sem precedentes. Cada vez era maior o número de apoiantes, destacando que até já havia seguidores na administração, no exército e na corte.

Em 313, a nova fé ganha um aliado de vulto: o imperador. Este, antes de morrer em 337, publicou o Édito de Milão, onde ordenou que os seguidores de Cristo fossem livres de o fazer e que lhes fossem devolvidos os bens apreendidos na última perseguição.

Explicar a importância do Édito de Milão e Tessalónica:

Os Éditos de Milão e Tessalónica foram bastante importantes. O Édito de Milão ordenou a inteira liberdade de culto aos seguidores de Cristo e a devolução dos seus bens, o que fez com que o Cristianismo ganhasse importância e começasse a ser considerado uma nova religião. O Édito de Tessalónica veio reforçar ainda mais o poder do Cristianismo e fazer com que mais pessoas ainda fossem cristãs.

Sem estes dois Éditos, provavelmente o Cristianismo não teria sido tão importante e outra religião teria sido "escolhida" no seu lugar.

Descrever a Crise do Império Romano:

No século III, o Império mergulhou numa profunda crise político-militar. Ao assassinato do Imperador Severo Alexandre pelo seu próprio exército, em 235, seguiu-se meio século de caos político, durante o qual os imperadores se sucederam a um ritmo impressionante. Alguns duravam apenas dias; quem oferecesse mais e tivesse mais poder militar era o escolhido. A este período chamou-se "Anarquia Militar".

A este problema acrescentou-se a questão dos bárbaros. A época da Pax Romana chegara ao fim. O inimigo vinha de fora: os povos que habitavam para lá dos limites do Império estavam constantemente a forçar as fronteiras, esperando pelo momento certo para atacar e saquear a cidade. O mundo romano foi invadido em vários pontos. O seu exército teve bastante dificuldade em se defender e sofreu duros reveses. A própria Roma sentiu-se ameaçada. No entanto, o Império conseguiu sobreviver a esta época turbulenta. Os bárbaros foram vencidos e o Imperador Diocleciano efetuou diversas reformas na administração e no exército para evitar outros ataques.

Referir o impacto das invasões nas estruturas políticas, económicas e culturais do mundo Romano:

A nível político, o Império sofreu uma grande mudança: passou de ser governado por um imperador para ser governado por quatro (Tetrarquia Imperial).

A nível económico, a economia do Império ficou mais frágil.

Caracterizar os poderes do senhorio:

O senhorio tinha os poderes de exigir aos trabalhadores impostos de natureza económica, jurisdicional e militar. Os trabalhadores tinham de pagar rendas, maioritariamente com alimentos. O senhor podia também exigir que os trabalhadores se juntassem ao exército para proteger o senhorio, além de os poder condenar por crimes leves.

Distinguir impérios, reinos, senhorios e comunas:

Os Impérios, normalmente, eram grandes territórios governados por apenas uma pessoa. Os Reinos eram governados por Reis, e os senhorios por senhores do clero ou da nobreza.

Mostrar o papel desempenhado pela religião na coesão interna do mundo ocidental:

A religião é um elemento de união no mundo ocidental, sendo a organização mais poderosa da altura.

Os três espaços religiosos: O Islamismo, a Igreja Cristã e a Igreja Ortodoxa:

Enquanto a Igreja Cristã segue o Papa como figura principal, a Ortodoxa não o aceita.

Na Cristã era utilizado o Latim, na Ortodoxa o Grego e na Islâmica o Árabe.

Cronologia Importante:

  • 313: Édito de Milão;
  • 380: Édito de Tessalónica;
  • 64: Nero (primeira perseguição);
  • 385-392: Ilegalização dos cultos pagãos em todo o Império.

Entradas relacionadas: