Curso de História da Filosofia: Do Pensamento Grego ao Moderno
Classificado em Filosofia e Ética
Escrito em em
com um tamanho de 6,82 KB
Semana 1: Os Pré-Socráticos e o Nascimento da Filosofia
Indicação da leitura básica: MARÍAS, Julián. História da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
Procedimentos de aprendizagem:
- Prezado aluno, esta semana é dedicada ao pensamento Pré-Socrático.
- Conceitos fundamentais: a) origem da filosofia; b) princípios fundamentais; c) natureza x mito.
Os Pré-Socráticos: o pensamento que se distancia do mito
A filosofia nasceu na Grécia antiga por volta do século VI a.C., quando surgiu um modo de pensar que buscava entender a origem do mundo através da razão (logos), em contraposição aos mitos. A escrita foi fundamental para essa transição, permitindo registrar observações sobre a natureza.
Principais Filósofos Pré-Socráticos
- Tales de Mileto: O princípio primordial (arché) é a água.
- Anaximandro: O princípio é o apeíron (o ilimitado).
- Anaxímenes: O princípio é o ar.
- Heráclito: Defende o Pánta Rhei (tudo flui) e o logos como lei universal.
- Pitágoras: O número é o princípio de todas as coisas.
- Parmênides e Zenão: Sustentam a superioridade da razão sobre os sentidos; o movimento é uma ilusão.
- Demócrito: A alma é composta de átomos.
Os Sofistas: Protágoras e Górgias introduziram o ensino da retórica como profissão em Atenas.
Semana 2: O Pensamento Clássico - Sócrates
Indicação da leitura básica: MARÍAS, Julián. História da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
Conceitos fundamentais: a) imortalidade da alma; b) corpo x alma; c) o papel do sábio.
Sócrates (470-399 a.C.)
Considerado o pai da filosofia ocidental, Sócrates focou no ser humano e na ética. Utilizava a maiêutica (arte de dar à luz ideias) para questionar seus interlocutores. Condenado à morte, aceitou seu destino com serenidade, conforme relatado na Apologia de Sócrates de Platão.
Semana 3: Platão e o Mito da Caverna
Indicação da leitura básica: MARÍAS, Julián. História da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
O Mito da Caverna
No livro VII de A República, Platão utiliza a alegoria da caverna para distinguir o mundo sensível (aparências, sombras) do mundo inteligível (mundo das ideias, a verdade). O filósofo é aquele que ascende ao mundo das ideias, simbolizado pelo sol (a ideia do Bem).
Semana 4: Aristóteles e a Causalidade
Indicação da leitura básica: ROCHA, José Manuel Sacadura. Fundamentos de Filosofia do Direito. São Paulo: Atlas, 2007.
A Lei da Causalidade Universal
Para Aristóteles, conhecer é conhecer pelas causas. Ele estabeleceu quatro tipos de causas para o conhecimento completo de qualquer objeto: material, formal, eficiente e final.
Semana 5: Filosofia Helenística
Indicação da leitura básica: MARÍAS, Julián. História da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
Estoicismo, Epicurismo e Ceticismo
Surgidas no período de decadência da Grécia, essas escolas buscavam oferecer respostas para a vida humana: o estoicismo foca no dever e na missão; o epicurismo na busca pelo prazer e evitação da dor; e o ceticismo na suspensão do juízo diante da impossibilidade de conhecer a verdade absoluta.
Semana 6: Santo Agostinho e a Filosofia Medieval
Indicação da leitura básica: MARÍAS, Julián. História da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
Razão e Paixões
Agostinho sintetizou o pensamento grego com o cristianismo. Defendeu que a alma possui livre-arbítrio e que a razão e a vontade devem colaborar para elevar as paixões, sendo a alma superior ao corpo.
Semana 7: São Tomás de Aquino e a Escolástica
Indicação da leitura básica: MARÍAS, Julián. História da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
O Tomismo
Tomás de Aquino harmonizou a fé e a razão, unindo o pensamento aristotélico à teologia cristã. Definiu o ser humano como um composto de corpo e alma, onde a alma é o princípio de movimento e intelecto.
Semana 8: René Descartes e o Método
Indicação da leitura básica: MARÍAS, Julián. História da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
A Dúvida Metódica
Descartes propôs a dúvida radical como método para alcançar uma certeza indubitável. Ao questionar os sentidos e a tradição, buscou estabelecer regras para a razão caminhar progressivamente em direção à verdade.
Semana 9: O Criticismo de Immanuel Kant
Indicação da leitura básica: ROCHA, José Manuel Sacadura. Fundamentos de Filosofia do Direito. São Paulo: Atlas, 2007.
A Crítica da Razão
Kant investigou os limites da razão. Em sua Crítica da Razão Pura, diferenciou conhecimento empírico de puro, e na Crítica da Razão Prática, estabeleceu os fundamentos da moralidade baseados no dever.
Semana 10: Lei Moral e Autonomia
Indicação da leitura básica: ROCHA, José Manuel Sacadura. Fundamentos de Filosofia do Direito. São Paulo: Atlas, 2007.
O Imperativo Categórico
Kant define a moralidade pela capacidade de universalizar a máxima de nossas ações. A autonomia consiste em agir segundo leis que a própria razão dita, sendo o homem, ao mesmo tempo, legislador e súdito da lei moral.
Semana 11: Hegel e o Idealismo Dialético
Indicação da leitura básica: ROCHA, José Manuel Sacadura. Fundamentos de Filosofia do Direito. São Paulo: Atlas, 2007.
A Teoria do Reconhecimento
Hegel propõe que a identidade do indivíduo se forma através do reconhecimento pelo outro. Sua dialética (tese, antítese e síntese) explica o desenvolvimento da história e do espírito humano como um processo de superação de contrários.
Semana 12: Friedrich Nietzsche
Indicação da leitura básica: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.
Genealogia da Moral
Nietzsche critica a moral tradicional e o cristianismo, questionando o valor da "verdade" absoluta. Através da genealogia, busca entender a origem dos valores e a vontade de poder que move o ser humano.