Delineamento Experimental: 2ª Lei de Mendel em Drosophila
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Delineamento Experimental: 2ª Lei de Mendel
1. Identificação dos Indivíduos
O primeiro passo envolve os procedimentos de imobilização e sexagem das Drosophila melanogaster. Em seguida, é feita a diferenciação entre os tipos selvagens e mutantes que serão utilizados nos experimentos. As mutações comumente utilizadas envolvem a coloração dos olhos e do corpo, as modificações nas asas e antenas, na distribuição corporal das cerdas, etc. É fundamental anotar a característica mutante que será estudada, bem como se, nos cruzamentos planejados, ela estará presente nos machos ou nas fêmeas.
2. Seleção dos Progenitores
Selecionar os machos e as fêmeas (P1 e P2) que serão cruzados. Estes precisam representar uma linhagem pura para os caracteres que serão analisados, ou seja, eles devem ser homozigotos para a característica a ser estudada. É fundamental que as fêmeas selecionadas sejam virgens, pois isso é uma garantia de que todos os filhotes gerados por elas serão descendentes dos machos escolhidos para o cruzamento.
Os casais selecionados serão mantidos em frascos de vidro, devidamente identificados (com a data, nome ou número da equipe, tipo de cruzamento ou geração filial, etc.), contendo o meio de cultura para a alimentação das moscas e de suas larvas. A observação dos frascos deverá ser feita diariamente, para evitar a perda do experimento. Além disso, é necessário anotar todas as informações ou acontecimentos relevantes que forem levantados ao longo da experimentação.
Ao surgirem as primeiras larvas, é preciso adicionar algumas gotas de fermento biológico ao meio de cultura. Este servirá para alimentar tanto as larvas como as moscas adultas. A adição de mais gotas de fermento biológico se fará necessária sempre que o meio de cultura estiver secando.
3. Obtenção da Geração F1
Dois dias após o aparecimento das primeiras pupas, os pais deverão ser eliminados dos frascos. Todas as moscas F1 que surgirem dentro de um prazo máximo de 10 dias deverão ser imobilizadas e observadas na lupa para que seja anotado tanto o seu sexo como o seu fenótipo (quanto ao caráter mutante escolhido) — ou seja, é fundamental observar se o fenótipo mutante ou selvagem está associado a machos ou a fêmeas.
No início dos nascimentos das moscas F1, separar 10 fêmeas e 10 machos F1 para constituírem a geração F2, conforme explicado no próximo tópico. Deve-se analisar um número mínimo de 100 moscas F1. As moscas já analisadas que não produzirão a geração F2 deverão ser eliminadas para que não se corra o risco de contaminação de outros frascos, bem como de erros no processo de contagem, o que, consequentemente, comprometeria as análises estatísticas.
4. Obtenção da Geração F2
Assim que as moscas F1 começarem a nascer, as equipes de trabalho deverão separar 10 fêmeas e 10 machos (não se esquecendo de anotar as suas características fenotípicas) que serão colocados em um novo frasco de vidro com meio de cultura. Estas moscas serão os progenitores da geração F2. Deve-se anotar no frasco de vidro o tipo de cruzamento (fenótipos envolvidos) e que o mesmo é um cruzamento entre moscas F1 x F1. Quando as larvas começarem a aparecer no vidro do cruzamento F1 x F1, deve-se adicionar o fermento biológico ao meio, seguindo o mesmo procedimento adotado anteriormente.
Dois dias após o aparecimento das primeiras pupas, os pais também deverão ser eliminados para que não se corra o risco destes cruzarem com seus descendentes. Conforme forem surgindo as moscas F2, as suas características fenotípicas e seu sexo deverão ser anotados durante os 10 primeiros dias. As moscas já analisadas deverão ser eliminadas. Para que a análise estatística seja mais robusta, um mínimo de 200 moscas F2 terão que ser estudadas.