Desenvolvimento de Aplicações Comerciais: Guia Completo
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DAC – 3ª Avaliação – Slide 1
DAC - Prof. Hiran
Unifametro – Formar para Transformar
1. Objetivo da Disciplina
Capacitar o estudante a analisar, projetar e implementar sistemas voltados ao contexto empresarial, aplicando conceitos de engenharia de software, modelagem de dados e regras de negócio.
2. O que iremos abordar
- Fundamentos de aplicações comerciais;
- Modelagem de processos e requisitos;
- Arquitetura e persistência de dados;
- Implementação de funcionalidades de negócio;
- Boas práticas e padrões de mercado.
Fundamentos de Aplicações Comerciais
Os Fundamentos de Aplicações Comerciais constituem a base conceitual para o desenvolvimento de sistemas voltados ao suporte de operações empresariais. Envolvem a compreensão do domínio de negócio, das arquiteturas tecnológicas e dos princípios de engenharia que garantem confiabilidade, escalabilidade e aderência aos processos organizacionais.
1. Conceito de Aplicação Comercial
Uma aplicação comercial é um sistema de software projetado para automatizar, registrar e otimizar processos de negócio, como vendas, faturamento, controle financeiro, gestão de clientes (CRM) e estoque. Essas aplicações são predominantemente transacionais, caracterizadas por alto volume de operações, consistência de dados e necessidade de disponibilidade.
2. Domínio de Negócio e Regras Empresariais
O núcleo de qualquer aplicação comercial é a regra de negócio, que define como a organização opera. Regras de negócio são os critérios e restrições que traduzem as políticas e o funcionamento da organização para o sistema, definindo como os processos devem ocorrer e como o software deve se comportar.
Isso inclui:
- Políticas de preço e desconto;
- Fluxos de aprovação;
- Tributação e faturamento;
- Controle de permissões e perfis;
- Estados de processos (ex.: pedido aberto, faturado, cancelado).
Compreender o domínio é essencial para garantir que o software represente fielmente a realidade operacional.
3. Arquitetura de Aplicações
Aplicações comerciais normalmente adotam arquiteturas estruturadas, como:
- Arquitetura em camadas (apresentação, aplicação, domínio e persistência);
- Cliente-servidor ou web;
- APIs e serviços para integração com outros sistemas (ERP, gateways de pagamento, serviços fiscais).
4. Persistência e Integridade dos Dados
Como lidam com informações críticas, essas aplicações exigem:
- Modelagem relacional consistente;
- Transações ACID;
- Controle de concorrência;
- Auditoria e rastreabilidade.
O banco de dados torna-se um elemento central para garantir confiabilidade operacional.
Transações ACID
ACID é o conjunto de propriedades que assegura que transações em banco de dados sejam seguras, consistentes e confiáveis, mesmo em cenários de falha ou concorrência.
- Atomicidade (A): A transação é executada por completo ou não é executada. Se ocorrer qualquer erro, todas as operações são desfeitas (rollback). Exemplo: transferência bancária — se o débito ocorrer e o crédito falhar, a operação inteira é cancelada.
- Consistência (C): A transação leva o banco de dados de um estado válido para outro estado válido, respeitando regras, constraints e integridade referencial. Exemplo: não permitir inserir um pedido com cliente inexistente.
- Isolamento (I): Transações simultâneas não interferem umas nas outras, evitando leituras inconsistentes. Exemplo: dois usuários atualizando o mesmo saldo não podem gerar valor incorreto.
- Durabilidade (D): Após a confirmação (commit), os dados persistem mesmo em caso de falhas, como queda de energia ou sistema. Exemplo: um pagamento confirmado não pode “sumir” após reiniciar o servidor.
5. Requisitos Não Funcionais
Além das funcionalidades, aplicações comerciais precisam atender requisitos como:
- Segurança (autenticação, autorização, criptografia);
- Desempenho e escalabilidade;
- Disponibilidade;
- Usabilidade;
- Conformidade legal (ex.: requisitos fiscais e LGPD).
Esses fatores impactam diretamente a qualidade e a adoção do sistema.
6. Integração e Ecossistema Corporativo
Raramente um sistema comercial opera isoladamente. É comum a integração com:
- Sistemas contábeis e fiscais;
- Plataformas de pagamento;
- Serviços de mensageria;
- Sistemas legados.
A interoperabilidade é, portanto, um princípio fundamental.
1. Introdução às Aplicações Corporativas
- Conceito de aplicação corporativa;
- Diferença entre aplicações corporativas e aplicações pessoais;
- Exemplos práticos (ERP, CRM, sistemas de RH, financeiro, etc.).
2. Arquitetura de Sistemas Corporativos: On-Premises x On-Cloud
On-Premises
- Definição: Toda a infraestrutura (servidores, storage, rede e aplicações) fica fisicamente dentro da organização, geralmente em um data center próprio.
- Características técnicas: CAPEX elevado (compra de hardware e licenças); controle total sobre segurança e dados; latência local baixa; escalabilidade limitada ao hardware adquirido; necessidade de equipe de infraestrutura; atualizações e patches sob responsabilidade da empresa.
- Quando é mais indicado: Requisitos regulatórios rígidos (ex.: dados sensíveis de saúde/financeiros); sistemas legados; ambientes com baixa conectividade externa; workloads previsíveis e estáveis.
On-Cloud
- Definição: Infraestrutura hospedada em provedores como Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure ou Google Cloud Platform (GCP), acessada via internet.
- Características técnicas: OPEX (pagamento por uso); escalabilidade elástica (auto-scaling); alta disponibilidade nativa; provisionamento rápido (minutos); modelo compartilhado de responsabilidade; dependência de conectividade.
- Quando é mais indicado: Sistemas com variação de carga; projetos novos e escaláveis; redução de custo inicial; backup geográfico; recuperação de dados.
3. Tecnologias Comuns em Aplicações Corporativas
- Linguagens populares: JavaScript, Java, C#, PHP, Python, etc.;
- Frameworks: Spring Boot, .NET, Django, etc.;
- Bancos de dados: PostgreSQL, Oracle, SQL Server, MySQL.
5. Segurança em Aplicações Corporativas
- Autenticação e autorização (JWT, OAuth2, LDAP);
- Criptografia e proteção de dados;
- LGPD e compliance.
6. Ciclo de Vida de Desenvolvimento
- Metodologias (Ágil, Scrum, Kanban);
- Versionamento e controle de código (Git, GitHub);
- Integração contínua / Entrega contínua (CI/CD).
7. Qualidade e Testes
- Testes automatizados (unitários, integração, end-to-end);
- Testes de performance;
- Ferramentas: JUnit, Selenium, Postman, etc.
8. Desafios e Boas Práticas
- Escalabilidade e performance;
- Manutenibilidade e legibilidade de código;
- Documentação e comunicação com o cliente.
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1. Análise de Requisitos
Aspecto crítico evidenciado por Steve McConnell:
- A definição correta dos requisitos do sistema;
- A compreensão exata das necessidades dos usuários e do negócio;
- A identificação do que realmente deve ser desenvolvido.
Importância desse fator:
- Serve como base para todo o desenvolvimento do software;
- Orienta as decisões de projeto, implementação e testes;
- Reduz ambiguidades e interpretações equivocadas.
Impactos no sucesso do sistema:
- Atende às necessidades dos usuários e da organização;
- Melhora a qualidade do produto final;
- Reduz retrabalho e custos adicionais;
- Aumenta a satisfação dos clientes e stakeholders;
- Contribui para o alcance dos objetivos empresariais.
Impactos no fracasso do sistema:
- Desenvolvimento de funcionalidades desnecessárias;
- Ausência de funcionalidades importantes para o negócio;
- Aumento de custos e atrasos no cronograma;
- Maior incidência de erros e solicitações de mudanças;
- Insatisfação dos usuários e possível rejeição do sistema.
2. Levantamento de Requisitos (ou Elicitação de Requisitos)
- Identificação das necessidades dos usuários;
- Coleta de informações junto aos stakeholders;
- Entendimento dos processos de negócio;
- Documentação das funcionalidades desejadas;
- Identificação de restrições técnicas e operacionais;
- Definição dos requisitos funcionais e não funcionais;
- Base para as etapas de análise, projeto e desenvolvimento.
3. Desenvolvimento Estruturado de Aplicações Comerciais
Importância:
- Levantamento adequado dos requisitos do sistema;
- Melhor compreensão das necessidades dos usuários e da empresa;
- Planejamento organizado das etapas de desenvolvimento;
- Utilização de modelagem para representar processos, dados e funcionalidades;
- Realização de testes contínuos para identificar falhas antecipadamente;
- Redução de erros e retrabalho durante o projeto;
- Maior controle sobre prazo, custo e qualidade;
- Alinhamento do sistema com os objetivos do negócio;
- Aumento da confiabilidade e da segurança da aplicação;
- Melhoria da satisfação dos usuários e clientes.
Impactos para a empresa:
- Integração eficiente dos setores de vendas, estoque, atendimento e relatórios;
- Redução de falhas operacionais;
- Melhoria na tomada de decisões gerenciais;
- Aumento da produtividade e da competitividade da organização.
4. Mecanismos de Autenticação, Autorização e Controle de Acesso
- Controle de acesso aos dados;
- Autenticação de usuários;
- Proteção de informações sensíveis;
- Prevenção de acessos não autorizados;
- Garantia da confidencialidade dos dados;
- Preservação da integridade das informações;
- Aumento da confiabilidade do sistema;
- Redução de riscos de vazamento de dados e fraudes.
5. Usabilidade
Aplicações comerciais devem priorizar a usabilidade desde as etapas iniciais do desenvolvimento, pois isso reduz a curva de aprendizado dos usuários e aumenta a eficiência nas tarefas.
- Interfaces intuitivas reduzem a curva de aprendizado;
- Usuários executam tarefas com maior rapidez e eficiência;
- Há redução de erros durante a utilização do sistema.
A usabilidade impacta diretamente na produtividade das empresas que utilizam sistemas personalizados, pois uma interface mal projetada pode gerar retrabalho, erros operacionais e frustração dos usuários.
- A usabilidade influencia diretamente a produtividade organizacional;
- Interfaces mal projetadas podem causar retrabalho;
- Aumentam os erros operacionais;
- Geram insatisfação e frustração dos usuários;
- Podem reduzir a eficiência dos processos de negócio.
6. Confiabilidade
Principal preocupação da equipe de desenvolvimento:
- Garantir que o sistema seja confiável, seguro e alinhado aos objetivos do negócio;
- Desenvolver uma solução capaz de atender às necessidades operacionais da empresa de logística.
Aspectos fundamentais:
- Confiabilidade do sistema;
- Qualidade do software;
- Manutenibilidade;
- Segurança das informações;
- Disponibilidade da aplicação;
- Desempenho adequado das funcionalidades.
Impactos para o negócio:
- Redução de falhas operacionais;
- Otimização das rotas de entrega;
- Controle eficiente do estoque;
- Emissão correta de faturas;
- Aumento da produtividade organizacional;
- Redução de prejuízos financeiros.
7. Interoperabilidade
A interoperabilidade é fundamental no desenvolvimento de aplicações comerciais, pois permite que diferentes sistemas troquem informações de forma automática e confiável, sem necessidade de intervenção manual.
- Permite a troca automática de informações entre sistemas;
- Reduz a necessidade de digitação manual de dados;
- Aumenta a confiabilidade das informações compartilhadas;
- Facilita a comunicação entre diferentes aplicações.
Aplicações comerciais interoperáveis promovem maior eficiência nos processos empresariais, pois eliminam redundâncias e integram funcionalidades de diversos sistemas em uma experiência unificada.
- Melhora a eficiência dos processos empresariais;
- Elimina redundâncias e retrabalho;
- Integra funcionalidades de diversos sistemas;
- Contribui para maior produtividade e agilidade operacional.
8. Componentes Fundamentais de uma Aplicação Web
Frontend
- É a parte visual da aplicação;
- Responsável pela interface com o usuário;
- Permite o cadastro de clientes, visualização de produtos e realização de pedidos;
- Geralmente desenvolvido com HTML, CSS e JavaScript;
- Envia e recebe informações do backend.
Backend
- É a parte responsável pelo processamento das regras de negócio;
- Recebe as solicitações enviadas pelo frontend;
- Realiza validações e processa os dados;
- Gerencia autenticação, pedidos e cadastros;
- Comunica-se com o banco de dados.
Banco de Dados
- Armazena as informações da aplicação;
- Guarda dados de clientes, produtos e pedidos;
- Permite consultas, inserções, alterações e exclusões de dados;
- Garante a persistência das informações.
Relação entre os componentes:
- O usuário interage com o frontend;
- O frontend envia requisições para o backend;
- O backend processa as informações e acessa o banco de dados;
- O banco de dados retorna os dados solicitados;
- O backend envia a resposta para o frontend;
- O frontend apresenta as informações ao usuário.
Conclusão
- O frontend é responsável pela interação com o usuário;
- O backend processa as regras de negócio e controla o funcionamento da aplicação;
- O banco de dados armazena e organiza as informações;
- Os três componentes trabalham de forma integrada para permitir o funcionamento da aplicação web.