O Desenvolvimento Económico do Franquismo (1939-1959)
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1.4) O desenvolvimento económico do primeiro Franquismo (1939-1959)
1.4.1) Autarquia e medidas de liberalização
O período até 1959 foi marcado pela estagnação económica e pela predominância de atividades agrícolas. Com o Plano de Estabilização de 1959, a economia espanhola iniciou um processo de expansão.
a) Autarquia, estagnação e racionamento (1939-1951)
A política económica nesta fase focou-se na auto-suficiência em todas as esferas, com o objetivo principal de evitar a fome:
- Política Agrícola: Focada na recuperação da produção, procedeu-se à devolução das terras expropriadas durante a República e a Guerra Civil aos seus antigos proprietários.
- Política Industrial: Em 1941, foi criado o Instituto Nacional da Indústria (INI) para promover indústrias de base, meta dificultada pela falta de matérias-primas e equipamentos.
O intervencionismo teve três efeitos principais: favoreceu a indústria ligeira em detrimento da básica, reforçou a tendência para o monopólio e consolidou o Estado como grande investidor de capital.
b) O início da liberalização (1951-1956)
A crise gerada pela autarquia levou a greves. O apoio financeiro dos EUA permitiu a compra de produtos agrícolas e equipamentos, resultando na eliminação do racionamento, no fim do mercado negro e na estabilidade de preços até 1956, acompanhando a abertura do regime ao exterior.
1.4.2) O Plano de Estabilização (1957-1959)
As dificuldades acumuladas desde 1956 exigiram uma mudança radical. Ministros tecnocratas, como Ullastres e Navarro Rubio, desenvolveram o Plano de Estabilização Económica, que incluiu:
- Redução de gastos públicos;
- Controlo de crédito e congelamento de salários;
- Redução da intervenção estatal;
- Abertura da economia ao exterior com apoio de empréstimos internacionais.
Os efeitos foram imediatos: redução da inflação e estabilidade de preços, embora acompanhados por um aumento notável do desemprego.