Desenvolvimento de Grupos e Processos de Comunicação
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T6 (2) A formação de um novo conjunto:
Worchel e colaboradores (1992) analisaram a avaliação temporal dos diferentes grupos e estudos de outros autores sobre o assunto. Eles concluíram que o grupo de formação e desenvolvimento é bastante homogêneo e modifica os comportamentos individuais, processos grupais e as relações estabelecidas com outros grupos. Propõem que o processo de formação de grupos e desenvolvimento ocorre através de seis estágios que não têm duração padrão, e a transição de um para outro depende de atingir o nível ideal de consolidação da etapa inicial.
Estágios (Worchel et al., 1992)
- (1) Período de descontentamento: Indivíduos formam o novo grupo a partir de um grupo anterior onde experimentam uma forte sensação de desamparo. Suas necessidades não são entendidas, a taxa de abandono do grupo é alta e a participação em atividades de grupo é quase inexistente. No entanto, há uma forte oposição à estrutura de poder do grupo. Isto significa que aqueles no poder ainda mantêm alguma margem de manobra para aliviar o descontentamento. Destacam-se atos esporádicos de violência descontrolada e vandalismo.
- (2) Evento Precipitante: Oferece o sinal para a formação de um novo grupo e o abandono do antigo. Por sua clareza e distinção, serve como um símbolo de todos os aspectos negativos associados com o grupo anterior e separa aqueles que permanecem leais daqueles que defendem a separação. Isso às vezes pode levar a represálias por parte da antiga estrutura de poder, mas abre uma expectativa razoável de uma situação de mudança (turnaround). * Exemplo: Quando a escola termina, o grupo começa a desintegrar-se; antes estávamos no colégio e fomos sempre juntos, mas agora decidimos fazer coisas diferentes.
- (3) Identificação com o grupo: A partir deste distanciamento com o primeiro grupo, começa-se a identificar o novo; ou seja, nesta fase marca-se o início do grupo recém-formado. Neste momento, estabelecem-se barreiras fortes contra outros grupos. Para fazer isso: incentiva-se a conformidade com as normas do grupo, é censurado qualquer desacordo no seio do grupo e espera-se a exibição pública de lealdade. Ao mesmo tempo, estimula-se a competição com grupos externos e o contato restrito com seus membros. Os membros do grupo têm um grande peso sobre a identidade da pessoa.
- (4) Produtividade: Uma vez superada a fase de identificação, quando nos identificamos conosco mesmos, começa uma fase em que trabalhamos como um grupo. Assim, os objetivos do grupo são os protagonistas. As diferenças surgem entre os membros do grupo de acordo com sua capacidade de realizar tarefas que visem atingir estes objetivos. Essa abordagem também orienta a seleção de candidatos para integrar o grupo. Apesar destas diferenças, a distribuição de papéis dentro do grupo segue as regras de igualdade: todos recebem o mesmo que os outros, independentemente do valor de suas contribuições. É nesse momento em que começamos a socializar. Só se permitem parcerias com outros grupos se isso servir para atingir os objetivos.
- (5) Individualização: Começa-se a olhar para si mesmo. Agora, ganham destaque as metas individuais (mais importantes) e surgem subgrupos de que gostamos. As regras de distribuição tornam-se justas: cada um recebe de acordo com sua contribuição. Começa-se a procurar semelhanças e diferenças com o outro grupo; a atitude para com esses grupos muda drasticamente, buscando-se agora a interação cooperativa com eles e até mesmo explorando a possibilidade de juntar-se a eles.
- (6) Declínio: Aparecem dúvidas sobre o valor do grupo; é quando se vê a desconfiança de muitos membros e quando há brigas entre os subgrupos. Tenha em mente que esta fase nem sempre é definitiva, pois quando se está no estágio 5, pode-se cair de volta para a fase 4 ou mover-se para a próxima fase, a fase 6. Isso depende das características do grupo e do seu funcionamento.
Comunicação nas Organizações
A comunicação em organizações busca principalmente três objetivos:
- Relatório sobre as questões e assuntos de organização e de trabalho.
- Formação para atingir e manter a competência dos trabalhadores.
- Incentivar, tornando mais fácil para os funcionários sentirem-se valorizados e aceitarem os objetivos da empresa.
Assim, analisar as habilidades de comunicação do líder permite considerar quais elementos de um comportamento responsável ou de controle afetam o desempenho e a motivação do grupo de trabalho. Somos, entre todos os animais, os que mais precisam aprender com os outros. Temos o processo de aprendizagem mais longo. A comunicação é o processo pelo qual convivemos e aprendemos não só padrões de comportamento, mas também a cultura. Somos os mais sociais de todos. Além disso, podemos dizer que somos os mais "desajeitados", porque quando nascemos não sabemos fazer nada, mas temos uma grande habilidade: a inteligência, que nos permite trocar informações.
Esta comunicação pode ser definida como um conjunto de processos físicos e psicológicos através dos quais se realiza a operação de relacionar uma ou mais pessoas (emissor) com uma ou mais pessoas (receptor) para alcançar certos aspectos. A comunicação é um processo pelo qual certos fins são atingidos através da transmissão de sinais que carregam uma mensagem.
* Exemplo: Nesta classe, quando fazemos uma ligeira elevação da cabeça para dizer Olá, ou um "Uep!".
Processos de Comunicação
Emissor: Pensamento. Encontra palavras, constrói frases, pronuncia sons.
Receptor: Audição. É bom saber? Quando quero comunicar um pensamento, o pensamento que tenho é claro, mas tenho de encontrar as palavras certas, construir as frases e pensar no tom em que vou dizer.
* Exemplo: Quando você diz "tenho isso na ponta da língua"; eu sei, mas não encontro a palavra, então emitimos sinônimos. Outra função do idioma é o desabafo de emoções.
Esquema da Comunicação Sistêmica (Escola de Palo Alto)
Este esquema foi desenvolvido pela Universidade de Palo Alto, Califórnia.
- (1) Não se pode não comunicar: Nesta escola, perceberam que o regime emissor-mensagem-receptor não serve apenas para analisar os processos que ocorrem; também nos permite aprender, em nível profissional, que esta é a única forma de analisar as comunicações. Também é usado quando se discute educação. Ou seja, a comunicação vai além do que é estritamente a língua.
* Exemplo: Explicações. Antes de falarmos diretamente com uma pessoa, ela já tem uma primeira impressão do nosso trabalho ou serviço. Não teremos uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão. - (2) Toda a informação é portadora de conteúdo e causa comportamentos: (Habilidades de comunicação) Quando nos referimos a problemas conhecidos, o mais importante não é o que o emissor pensa, mas o valor que tem para o destinatário, o que ele entende.
* Exemplo: Devemos começar com o que os alunos sabem. Tenha em mente que nenhuma pessoa é capaz de captar e receber uma mensagem exatamente como o emissor a tinha em mente.
* Exemplo: Se minha mãe me diz para comprar pão e eu não trago o que ela queria porque entendi mal e comprei um pão normal em vez de integral, significa que o que eu entendi (receptor) não corresponde ao que minha mãe pensou (emissora).
Cada pessoa ouve e vê de forma seletiva. Se a mensagem corresponde ao sistema de valores do destinatário ou aos seus sentimentos pessoais, essa questão é ampliada. Outro ponto importante é que o valor, para qualquer pessoa, não é tudo o que sabemos, mas o que ouvimos e compreendemos. "O ouvinte sabe mais do que o falante". Isto significa que é muito importante ouvir; não só temos de prestar atenção ao que é dito, mas temos de observar como é dito: a expressão facial, gestos, etc. Existe um ditado que diz: "A natureza, sábia, deu-nos dois ouvidos e uma boca, para ouvir o dobro e falar a metade".
- (3) Os seres humanos comunicam-se de forma analógica e digital: Toda comunicação envolve um aspecto de conteúdo (o que é dito em nível racional) e um aspecto de relação (como é dito em nível emocional). O nível emocional é frequentemente mais importante que o racional. A comunicação não-verbal, que precede a oral, é a percepção emocional da comunicação e, acima de tudo, da confiabilidade e intuição.
Quando falamos de comunicação não-verbal, referimo-nos à parte da comunicação que tem a ver com os movimentos do corpo, voluntários ou inconscientes, que acompanham a comunicação verbal. Também inclui a maneira de dizer as coisas: tom de voz, volume, frequência, gestos, distância, etc. Aspectos como nossa maneira de andar, falar, vestir-se e acenar são padrões de comportamento que comunicam mensagens. Frequentemente, a comunicação não-verbal é mais confiável que a oral, pois comunica intenções e objetivos, qualificando ou contradizendo o que está sendo dito, na maioria dos casos, inconscientemente.
(4) Elementos da Comunicação Não-Verbal
- Espaço interpessoal.
- O espaço físico e seus elementos.
- O olhar.
- A voz e o silêncio.
- A gesticulação.
A comunicação não-verbal é inevitável na presença de outros. Quer queiramos ou não, consciente ou inconscientemente, nossa presença e nossos gestos comunicam algo. Nada é melhor para um líder do que transmitir uma atitude positiva para com todos, pois as emoções são contagiosas.