Desenvolvimento Humano e Desigualdades Globais
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Fossos entre ricos e pobres
As diferenças de desenvolvimento entre países têm a ver com o modo como o rendimento é posto ao serviço da melhoria da condição humana, em todas as suas vertentes. Para atingir níveis de desenvolvimento elevados e melhorar a qualidade de vida das populações, é importante não só que os rendimentos aumentem, mas também que:
- A distribuição dos rendimentos seja mais equilibrada;
- Melhorem os serviços de saúde e a assistência médica e sanitária;
- Toda a população tenha acesso a água potável;
- Melhorem os níveis de alfabetização e de escolarização, sobretudo das mulheres e das minorias;
- A alimentação seja adequada;
- Toda a população tenha o direito a habitação digna;
- Os empregos sejam duradouros;
- Os conhecimentos e as inovações beneficiem a melhoria da condição humana.
As políticas dos governos devem promover a qualidade do crescimento económico e não apenas o seu aumento quantitativo, evitando um crescimento desequilibrado. Devem procurar que o crescimento contribua para:
- A criação de emprego;
- A distribuição equitativa da riqueza;
- A garantia dos direitos de participação cívica e política dos cidadãos;
- O respeito pela diversidade cultural;
- Assegurar a sustentabilidade das sociedades no futuro.
O crescimento económico deve ser acompanhado pelo desenvolvimento humano.
Os indicadores como medida de desenvolvimento
Dividem-se em simples (cobrem apenas aspetos económicos, sociais, políticos ou demográficos) e compostos (incluem um conjunto de indicadores simples).
Um dos indicadores simples mais importantes é o PNB (Produto Nacional Bruto por habitante).
Compostos: IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): constituído pela esperança média de vida à nascença, taxa de escolarização bruta, taxa de alfabetização de adultos e PIB per capita.
IPH (ÍNDICE DE POBREZA HUMANA): É utilizado para medir as situações de pobreza existentes nos países em desenvolvimento e nos países desenvolvidos. Este índice foi desdobrado, respetivamente, em IPH-1 e IPH-2.
Para os países desenvolvidos, o IPH-2 foca-se em quatro dimensões básicas: longevidade, conhecimento, um nível de vida digno e exclusão social.
Para os países em desenvolvimento, o IPH-1 foca-se em três dimensões básicas: longevidade, conhecimento e um nível de vida digno.
O Índice de Desenvolvimento Humano ajustado ao género: Ajusta a realização média para refletir as desigualdades entre homens e mulheres nas seguintes dimensões:
- Vida longa e estável, medida pela esperança média de vida à nascença;
- Taxa de alfabetização de adultos e escolarização bruta combinada do primário, secundário e superior;
- Nível de vida digno medido pelo rendimento auferido estimado (dólares per capita).
Emprego e exclusão social
É através do trabalho que os indivíduos, normalmente, se autorrealizam, servindo como um estímulo à autoestima. A consequência mais imediata do desemprego é a perda de rendimentos, o que se traduz num problema de extrema gravidade na providência de alimentos e segurança.
O desemprego provoca uma sensação de impotência e inutilidade que estimula um sentimento de desvalorização pessoal e que conduz à destruição das redes relacionais. A ligação entre desemprego e pobreza é de fácil e rápida perceção, tornando-se mais significativa em situações de desemprego de longa duração ou de trabalho temporário.
Medidas para atenuar a exclusão social:
- Medidas adotadas pelas organizações internacionais como a OIT, o Banco Mundial e as organizações não governamentais, no sentido de promover oportunidades para que as pessoas possam encontrar um trabalho que lhes permita sobreviver;
- A criação de condições nos países menos desenvolvidos para fixar a população ativa mais qualificada;
- A atribuição de microcrédito para estimular o autoemprego e contribuir para o desenvolvimento local;
- A promoção da educação e formação para todos através de programas de apoio técnico e financeiro aos países mais necessitados, permitindo desenvolver planos educativos a nível nacional.