Desigualdade Global e o Impacto da Revolução Verde
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Quase metade da população mundial, cerca de 2,6 bilhões de pessoas, sobrevive com menos de 2 dólares por dia. As 500 maiores fortunas do mundo ultrapassam o valor de toda a renda recebida pelas 416 milhões de pessoas mais pobres do planeta, enquanto os 20% mais ricos acumulam cerca de três quartos do rendimento mundial.
Países Desenvolvidos
- 1º: Nível tecnológico elevado;
- 2º: Exportação de produtos altamente valorizados;
- 3º: Maior captação de recursos financeiros;
- 4º: Grandes investimentos em pesquisa, ciência e tecnologia;
- 5º: Desenvolvimento de novas tecnologias.
Países Subdesenvolvidos
- 1º: Nível tecnológico reduzido;
- 2º: Exportação de produtos menos valorizados;
- 3º: Menor captação de recursos financeiros;
- 4º: Baixo investimento em pesquisa, ciência e tecnologia;
- 5º: Incapacidade de gerar novas tecnologias.
A concentração de renda aumentou muito nas últimas décadas. Podemos perceber esse aumento comparando a distribuição desigual da população e da riqueza mundial entre os países. Os países mais ricos, embora concentrem uma pequena parcela da população do planeta, asseguram a maior parte da riqueza mundial, ao contrário do que ocorre nos países mais pobres.
O processo de globalização levou à diminuição da participação dos países mais pobres na economia mundial. A dívida externa dos países subdesenvolvidos vem crescendo em ritmo acelerado nas últimas décadas, trazendo consequências extremamente negativas para essas nações.
Revolução Verde
A Revolução Verde visava ao aumento da produção de alimentos e caracterizou-se pela modernização do campo, principalmente por meio da introdução de novas técnicas de cultivo, tais como:
- Uso intensivo de agrotóxicos no combate às pragas;
- Aplicação de adubos e fertilizantes para a recuperação dos solos;
- Emprego de máquinas e implementos agrícolas;
- Utilização de sementes selecionadas, mais resistentes e produtivas.
Se, por um lado, a produção agrícola mundial aumentou, por outro, a fome cresceu em proporções bem maiores. Isso tem explicação no fato de que grande parte da produção agrícola, sobretudo a dos países mais pobres, destina-se ao abastecimento do mercado consumidor dos países desenvolvidos, e não à população que necessita de maior oferta de alimentos.