Detoxificação e Formas Farmacêuticas na Fitoterapia
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Processo de Detoxificação
Alimentos - preparo adequado: aquecimento; cozimento de partes rígidas; torrefação de farinhas; secagem ao sol; forragem: ensilagem adequada (umidade/pH).
Algumas plantas ricas em heterosídeos cianogenéticos são causadoras frequentes de envenenamentos: mandioca, linho e certos tipos de feijões. O aquecimento elimina o ácido cianídrico e torna possível usá-las como alimentos (a torrefação da farinha de mandioca e o cozimento dos feijões são procedimentos recomendados).
Formas Farmacêuticas Utilizadas em Fitoterapia
Pós
É a forma farmacêutica obtida após a secagem, trituração e tamização da droga. Segundo a sua finalidade, devem apresentar a tenuidade adequada. Pode ser dispensado para uso na preparação de chás ou adicionado à alimentação (leite, sucos, mel, etc.). O envase deve cuidar para que não haja absorção de umidade.
Extratos
Podem ser líquidos, sólidos ou semissólidos e são obtidos através de vários métodos de extração e dissolução com solventes adequados, retirando dessa maneira os princípios ativos do vegetal. São preparações de base, uma vez que os extratos vegetais podem ser incorporados a outras formas farmacêuticas, como xaropes, suspensões e pomadas.
A extração pode ser realizada por maceração, que consiste na dissolução dos ativos em frasco tampado e apresenta menor rendimento em relação à percolação, cujo líquido extrator atravessa o fármaco vegetal até o seu esgotamento. Depois dessa etapa, é feita uma filtração de qualquer componente sólido, seguida de uma evaporação para retirar o excesso de líquido extrator. Finalmente, depura-se o extrato, eliminando compostos contaminantes (mucilagens, albumina, etc.) para dosar e padronizar os princípios ativos do vegetal ligados ao efeito terapêutico.
Cápsulas
São formas farmacêuticas sólidas, compostas de um fármaco, excipiente (amido de milho ou lactose), um agente molhante, que favorece a dissolução do fármaco, e um agente absorvente da umidade. Essas preparações são muito utilizadas na Fitoterapia e podem ser preenchidas com o pó ou o extrato seco da planta desejada. O pó é empregado quando o vegetal é rico em princípios ativos e de baixa toxicidade, e os extratos secos quando é necessário purificar e retirar contaminantes e substâncias tóxicas da planta.
Xaropes
São formas farmacêuticas que possuem, na maioria das vezes, a água por veículo, um conservante, um açúcar (como a sacarose e seus substituintes), que serve como corretivo da viscosidade, e um edulcorante que dificulta o crescimento de microrganismos. Podem ser utilizados ainda na formulação corantes e flavorizantes. Na Fitoterapia, os xaropes são empregados geralmente como expectorantes, no tratamento de tosses em que há produção excessiva de muco no trato respiratório. As plantas são aplicadas no xarope a partir de um extrato fluido ou de uma tintura.
Formas Semissólidas
São formas farmacêuticas de uso tópico, que podem conter uma tintura ou um extrato vegetal incorporado num excipiente adequado (graxos, como vaselina e lanolina (pomadas), ou hidrossolúveis, como polietilenoglicóis de baixo peso molecular), que é um dos responsáveis pelo nível de absorção de uma pomada. Podem ser subdivididas em cremes, onde ocorre a presença de um agente emulsionante estabilizando as fases aquosa e oleosa, ou géis, onde o excipiente é constituído por um polímero.