Dinâmica das Placas Tectônicas e Geologia Global
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Contato entre as placas: as regiões situadas em áreas de contato entre duas placas são as que sofrem fenômenos sísmicos e vulcânicos mais frequentes. O contato entre as placas é dividido em três tipos:
- Bordas divergentes: duas placas se afastam uma da outra. O caso mais típico é encontrado nas dorsais oceânicas. Se o material quente que flui para cima surgir primeiro no continente, ocorre um abaulamento; às vezes, isso ocorre dentro do continente, formando um vale de fenda (rift) rodeado por falhas paralelas em cada lado. O Vale do Rift alarga-se até quebrar inteiramente a crosta continental, criando, em essência, uma crosta oceânica fina. As bordas divergentes estão associadas à ascensão de magma, com alta atividade vulcânica, localizada em dorsais (Islândia) ou vulcões continentais associados a vales de rift (Kilimanjaro).
- Bordas convergentes: as placas colidem uma contra a outra, nivelando a crosta por subducção. Este tipo de contato pode ser de três tipos, em função das placas que colidem:
- a) Convergência entre placa oceânica e plataforma continental: a placa oceânica, sendo mais densa que a continental, sofre subducção sob esta. O atrito entre as placas cria grande tensão, que é liberada na forma de terremotos.
- b) Fronteira convergente entre duas placas oceânicas: duas placas colidem e a mais densa sofre subducção sob a outra, formando trincheiras ou fossas, como a das Marianas, que excede 10.000m de profundidade.
- c) Limite convergente entre duas placas continentais: a colisão de duas massas continentais é chamada de obducção, elevando o campo e engrossando a crosta continental. O Himalaia é o resultado da colisão da Índia contra o continente Euro-Asiático.
- Bordas transformantes: ocorre um deslizamento entre placas que seguem a mesma direção, mas em sentidos opostos. Nesse tipo de contato, a crosta não é criada nem destruída. A linha de contato é uma falha transformante; são muito abundantes nas cristas oceânicas.
Teoria das Placas Tectônicas
A Teoria das Placas Tectônicas explica plenamente os vários aspectos geológicos e geográficos do planeta. A crosta é dividida em uma série de placas, cujos limites podem ser observados em cristas oceânicas e fossas. As placas litosféricas estão flutuando em cima do manto. Nas cristas, cria-se nova crosta oceânica.
Causas do Movimento das Placas
- Correntes de convecção: existem correntes de convecção na astenosfera, onde o fluxo de material quente e menos denso, ao entrar em contato com a crosta, é forçado a fluir horizontalmente, arrastando as placas. Ao resfriar e aumentar a densidade, o material desce novamente.
- Rede de arrasto das placas: a crosta oceânica recém-formada nas dorsais tem alta temperatura e densidade, causando o seu afundamento.
- Empuxo das placas: na crosta oceânica, a gravidade e a tendência da nova crosta que se forma atrás da já constituída causam o deslocamento desta para as regiões mais profundas do fundo do mar.
Consequências e Curiosidades Geológicas
Londres e NY se separam dois centímetros anualmente. Que relação isso tem com a escala temporal humana e geológica? A teoria da tectônica de placas afirma que a maioria da atividade biológica e interna (vulcões e sismos) ocorre nas fronteiras das placas. Londres e NY são separadas pela Cordilheira Mesoatlântica, que marca o limite entre a placa americana e a placa euro-asiática. Esta separação, no tempo da vida humana, não parece importar, mas efetivamente, na geologia, é fundamental, pois separa o Oceano Atlântico e une o Pacífico.
Desaparecimento de civilizações por tsunami: qual a relação com a dinâmica da Terra? Arqueólogos assumem que a erupção vulcânica catastrófica na ilha de Santorini resultou no afundamento da cratera do vulcão, deixando uma caldeira de 8 km de diâmetro. O colapso do vulcão provocou fortes terremotos e tsunamis que destruíram as populações costeiras do Mediterrâneo.
Por que as cristas oceânicas são tão altas no fundo do mar? Geólogos supõem que o fundo do mar é elevado devido ao aumento da temperatura dos materiais que sobem ao cume, explicado em três passos: 1) a grande quantidade de magma nos vulcões da dorsal expande os materiais e causa o abaulamento da crosta oceânica; 2) a litosfera recém-formada tem materiais dilatados pelo calor e ocupa um grande volume; 3) a litosfera sofre resfriamento e contração gradual, um processo que leva cerca de 80 milhões de anos.
Definições Importantes
- Batimetria: a medição das profundezas oceânicas e o mapeamento do fundo do mar.
- Sonar: instrumento que utiliza sinais acústicos para medir a profundidade da água.
- Fumante (Fumarola): a abertura em uma área vulcânica pela qual emanam gases de escape.
Processos Geológicos na Placa Ibérica
Nas zonas de contato da Península Ibérica, a placa Ibérica e a placa da Eurásia localizam-se nos Pirenéus; a placa Africana localiza-se nas Cordilheiras Béticas. Ambas pertencem ao cinturão alpino, formadas durante a orogenia terciária alpina (como os Alpes, Himalaia, Picos de Europa e Kilimanjaro). No processo de formação dos Pirenéus e da Cordilheira Bética, houve a fragmentação da placa Ibérica, originando os Montes de Toledo, Serra Morena, o Sistema Central e bacias sedimentares como as do Ebro, Douro, Tejo e Guadalquivir. O Sistema Ibérico foi formado anteriormente, na orogenia hercínica.
O Universo e o Big Bang
O Big Bang não deve ser entendido como uma explosão, mas como o momento em que o espaço e o tempo foram criados. Existem três respostas diferentes para o futuro do universo: 1) se a densidade de matéria estiver acima da densidade crítica, a gravidade freará a expansão e o processo será invertido (Big Crunch); 2) se a densidade for igual à crítica, o universo expandirá eternamente; 3) se a densidade estiver abaixo da crítica, a gravidade não superará a expansão, levando ao Big Rip.