DIP e Endometriose: Etiologia, Diagnóstico e Tratamento

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Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

DIP: Etiologia: DST (N. gonorrhoeae, C. trachomatis), bactérias anaeróbias da flora vaginal (Gardnerella vaginalis, micoplasmas, Mobiluncus).

Quadro clínico: dor no baixo ventre, sensibilidade no baixo ventre, mobilização cervical dolorosa, sensibilidade nos anexos, sangramento anormal, sangramento pós-coito, perdas vaginais anormais, dispareunia, náusea, vômitos, dor abdominal superior, peritonite, febre ≥ 38 ºC, leucocitose ≥ 10.500, VHS > 15 mm na 1ª hora, massa anexial ao USG, presença de bactérias e/ou polimorfonucleares no fluido peritoneal obtido por culdocentese, evidência de Chlamydia ou gonococo na endocérvice.

Diagnóstico: USG.

Diagnóstico diferencial: gravidez ectópica, apendicite, síndrome do cólon irritável, psicossomática, patologia ovariana, infecção urinária.

Classificação de Gainesville

  • I: salpingite aguda sem peritonite
  • Ia: infecção monomicrobiana
  • Ib: infecção polimicrobiana
  • II: salpingite aguda com peritonite
  • III: salpingite aguda com obstrução tubária (IIIa) ou abscesso tubo-ovariano (IIIb)
  • IV: ruptura do abscesso tubo-ovariano ao nível das tubas (IVa) ou ao nível dos ovários (IVb)
  • V: manifestação aguda de infecção subaguda devido a diversos agentes etiológicos

Objetivos do tratamento

  • I: erradicar sintomas e infecção
  • II: preservar estruturas e funções das tubas
  • III: preservar função ovariana
  • IV: preservar a vida

Tratamento clínico

Ambulatorial:

  • Esquema 1: cefoxitina IM ou (ceftriaxona + doxiciclina IM) + probenecida VO
  • Esquema 2: (ofloxacina + clindamicina) ou metronidazol

Hospitalar:

  • Esquema 1: (cefoxitina EV ou cefotetana EV) + doxiciclina EV ou VO
  • Esquema 2: clindamicina EV + gentamicina EV ou IM

Tratamento cirúrgico

Colpotomia, laparoscopia, laparotomia.

Sequelas

Infertilidade (obstrução total das trompas), dor pélvica crônica, gravidez ectópica, aderências.

Endometriose

Definição: presença de implantes extrauterinos, ectópicos, de estroma e/ou glândulas endometriais.

Etiologia: menstruação retrógrada (Sampson), metaplasia celômica, restos embrionários, disseminação linfática/hematogênica, iatrogênica.

Fatores de risco: história familiar, menarca precoce, ciclo menstrual curto, duração do fluxo menstrual longo, fluxo menstrual intenso, relação inversa com paridade, gestação tardia, defeitos uterinos ou tubários.

Diagnóstico: anamnese, exame ginecológico, CA-125, USG transvaginal e transretal, RNM, biópsia de endométrio (nerve fibers).

Quadro clínico: relacionado ao sítio de implantação: dismenorreia secundária, dispareunia, dor pélvica, infertilidade.

Tratamento: expectante, clínico, cirúrgico.

Tratamento medicamentoso: anovulatórios orais, progesterona, danazol, gestrinona (gastrinoma no original, corrigido para gestrinona), análogos do GnRH, RU 486.

FIV: contorna a patologia pélvica associada à endometriose e retira os gametas de um ambiente hostil.

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