Diretrizes de Radioproteção e Segurança Radiológica
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Blindagem: A espessura dos aventais de proteção pode variar de 0,25 mm a 0,5 mm de chumbo, em função de sua densidade (11,35 g/cm³) e elevado número atômico (Z=82).
O peso do avental pode variar entre 2,5 a 7,0 kg. Para os profissionais que os utilizam por longos períodos, sugere-se que os aventais sejam dotados de um cinto para distribuir o peso.
A sala de raio-X deve ser blindada com chumbo e barita (85,72% de BaSO4). Pisos e tetos em concreto são considerados como blindagem.
Na gravidez: Na prática de radiodiagnóstico, é aconselhável evitar radiografias de abdome neste período. A dose em partes baixas do corpo é muito pequena em radiografias odontológicas, desde que feitas corretamente. Portanto, as restrições de radiografias dentárias durante a gravidez são menos arriscadas; entretanto, é recomendada a utilização de avental plumbífero no paciente.
RAD: São utilizados basicamente para medir a dose absorvida pelo paciente.
Dose absorvida (D): RAD.
REM: São usados basicamente para fins de proteção radiológica, ao relatar a dose recebida pelos profissionais.
Dose equivalente (H): REM.
Recomendação e Limite de Dose
Limite de dose para trabalhadores sujeitos a exposição ocupacional: 5 REM (50 mSv). Algumas vezes são denominadas como limite de dose efetiva anual para exposição ocupacional de todo o corpo.
Para a população geral, o limite é de 0,1 REM (1 mSv) por ano; para exposição contínua ou frequente, é de 0,5 REM (5 mSv) por ano.
Exemplo: Se os 5 REMs forem recebidos por um técnico em um trimestre, ele deve ser afastado e trabalhar em outra área.
Normatização e Órgãos Reguladores
As diretrizes básicas de radioproteção em radiologia médica e odontológica foram estabelecidas no Brasil em 1º de junho de 1988, pela Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde.
O órgão de referência em proteção radiológica e metrologia de radiações ionizantes é o Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O regulamento técnico com as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico no Brasil foi estabelecido por uma portaria da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde.
O limite de dose efetiva (acumulada) para toda a vida de um trabalhador submetido a exposição ocupacional é de 1 REM (10 mSv) multiplicado pelos anos de vida. Exemplo: Um técnico de 50 anos tem uma dose acumulada permitida de 50 REM.
O limite de dose de exposição deve ser a menor quantidade possível. Para menores de 18 anos, o limite é de 0,1 REM.
O dosímetro deve ser trocado e lido mensalmente; o DTL (Dosímetro Termoluminescente), no mínimo a cada 3 meses.
Para grávidas, há maior precaução por causa do feto; a dose recomendada é de 0,05 REM durante o período de exposição.
Proteção do Paciente
- 1. Repetição mínima de radiografias;
- 2. Filtração correta: Alumínio (Al) 0,5 mm para RX diagnóstico; Molibdênio (Mo) para mamografia;
- 3. Colimação precisa;
- 4. Proteções diárias específicas (protetor de gônadas e mamas femininas);
- 5. Proteções para gestantes;
- 6. Uso de fatores de exposição adequados;
- 7. Uso de combinações écrans-filmes de alta qualidade;
- 8. Minimizar a exposição do paciente através do conhecimento da dosagem para os órgãos por exame. Exemplos: uso correto de kV, técnicas com menor mAs, uso de incidências PA em vez de AP para reduzir as doses para tireoide, pescoço e mamas femininas nos procedimentos da parte superior do tórax.
Princípios de Radioproteção
A Lei ALARA se resume em três termos comuns: tempo, distância e blindagem (proteção).
Otimização: As doses recebidas pelos pacientes devem ser otimizadas ao valor mínimo necessário para a obtenção do objetivo radiológico, compatível com os padrões aceitáveis de qualidade de imagem.
No processo de otimização de exposições médicas, deve-se considerar: 1. A seleção adequada do equipamento e acessórios; 2. Os procedimentos de trabalho; 3. A garantia de qualidade; 4. O nível de referência de radiodiagnóstico para pacientes.
Tabelas de Efeitos Biológicos
Efeitos Reversíveis:
- Anemia: Carência de hemácias (glóbulos vermelhos);
- Leucopenia: Carência de leucócitos (glóbulos brancos);
- Esterilidade: Incapacidade de produção de sêmen;
- Diarreia: Evacuação contínua;
- Epilação: Perda de pelos e descamação da pele.
Efeitos Irreversíveis:
- Cânceres: Mutações genéticas de células.
Princípios Básicos
- Justificação: Práticas das exposições médicas individuais.
- Otimização: Proteção radiológica e limitação de doses individuais.