A Ditadura Militar Argentina (1976-1983): Uma Análise
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A Ditadura Militar Argentina (1976-1983)
A ditadura de 1976 começou com a derrubada de Isabel Martínez de Perón, impulsionada pelo descontentamento de uma sociedade que exigia uma maior "ordem".
O Terrorismo de Estado
Durante este período, sob a "Doutrina de Segurança Nacional", nasceu o que ficou conhecido como "terrorismo de Estado". O governo utilizou as suas forças armadas para reprimir a sociedade, não apenas torturando e matando, mas também suprimindo a liberdade de expressão. O poder do Estado foi desintegrado em favor de um terrorismo judicial, onde pessoas eram perseguidas sem acusações claras ou oportunidade de defesa.
O terrorismo de Estado foi planejado de forma sistemática:
- O país foi dividido em três regiões (norte, centro e sul).
- Estas regiões foram subdivididas em áreas sob o comando de oficiais com autonomia total.
- Houve sequestros, torturas e assassinatos sistemáticos contra qualquer pessoa que pensasse diferente.
Política Econômica e Neoliberalismo
A economia durante o golpe inclinou-se em direção ao neoliberalismo. O discurso oficial defendia que o Estado deveria deixar de ser um empresário e abrir as fronteiras para o investimento estrangeiro sem restrições. Isso provocou:
- Enfraquecimento da indústria local;
- Desvalorização da moeda;
- Endividamento externo massivo, deixando a Argentina à mercê do FMI.
O Fim do Regime e a Guerra das Malvinas
Este período terminou com a Guerra das Malvinas. No início dos anos 80, o governo militar estava cambaleando e acreditou que vencer o conflito poderia perpetuar o regime. A premissa era de que o exército britânico não lutaria por terras tão distantes e que os EUA permaneceriam neutros. O resultado foi o fracasso militar, a morte de muitos jovens argentinos e a consequente queda do governo militar, forçando a realização de eleições democráticas.