Ditaduras na América Latina: Chile, Argentina e Plano Condor

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Salvador Allende e a Ascensão do Socialismo no Chile

Salvador Allende (socialista; morto no Palácio La Moneda, democrático, realizou a reforma agrária, com os EUA posicionados contra Allende): em 1970, tornou-se presidente do Chile, iniciando uma transição pacífica ao socialismo, ou seja, ele propôs a adoção do socialismo de forma legal. A sociedade chilena se dividia perante a nacionalização e estatização da propriedade. A alta burguesia e os militares começaram a se mobilizar contra as camadas populares e sua participação política. Aumentaram as pressões estrangeiras diante do governo de Allende. Boicotes e a diminuição de investimentos abalaram a economia chilena, o que aumentou os protestos nas ruas. Rompeu-se o equilíbrio político e Allende nomeou Pinochet como general em uma tentativa de melhorar a situação. No entanto, Pinochet liderou o golpe militar que derrubou Allende; o Palácio de La Moneda foi cercado e bombardeado e, sem chances de resistência, Allende cometeu suicídio.

A Ditadura de Pinochet

Foi uma ditadura brutal, marcada pela repressão generalizada, dissolução de partidos políticos, violência em prisões, assassinatos, perseguições e torturas. O Estádio Nacional chileno foi utilizado como prisão política e estrangeiros foram perseguidos. Após essa fase de terror, Pinochet tomou medidas literais para reorganizar a economia. Desnacionalizou empresas e atividades produtivas; houve o ingresso de capital estrangeiro no país, acelerando a economia e superando a crise anterior. Pinochet prolongou sua posse e manteve o autoritarismo. Contudo, a redemocratização da América Latina exerceu pressão pelo fim da ditadura. Pinochet teve sua extensão de poder negada, acatou a saída da presidência e, posteriormente, foi processado por seus crimes.

A Ditadura Militar na Argentina

A Argentina passava por uma fase de democratização quando Perón voltou ao país. Em 1973, Perón tornou-se presidente e faleceu no ano seguinte, momento em que sua mulher assumiu o cargo. Havia divergências profundas no peronismo e a crise econômica deixou a situação tensa. A alta burguesia aproximou-se dos militares e, no ano seguinte, derrubaram a presidente. Os golpistas alegaram um governo fraco e sem autoridade, apresentando-se como representantes de toda a nação. Durante a posse, não foi desenvolvido nenhum projeto nacional, o país não foi reorganizado e o governo não teve caráter desenvolvimentista. Os investimentos cessaram e a Argentina entrou em declínio. Houve violenta repressão contra adversários e organizações, resultando em mortos e desaparecidos. Ocorreu uma grave crise devido à competição com produtos importados. Em 1982, o regime já estava desgastado e os governantes já não tinham controle sobre o aparato repressivo, que estava corrompido. Visando manter-se no poder por mais tempo, Galtieri iniciou um conflito internacional pelas Ilhas Malvinas, tentando distrair a atenção dos problemas internos. A guerra durou dois meses e, inicialmente, o apoio a Galtieri aumentou. A Grã-Bretanha venceu a guerra, expondo a corrupção e o autoritarismo do regime. Sob pressão, Galtieri foi substituído por outros militares e eleições foram convocadas. Alfonsín venceu as eleições, iniciando o período de redemocratização na Argentina. A economia estava arrasada, a industrialização havia regredido e existia uma tensão social intensa.

O Plano Condor e a Cooperação Repressiva

Quando os países sul-americanos retornavam à democracia, a divulgação de informações sobre os anos de poder armado permitiu descobrir mecanismos de colaboração, como o Plano Condor. Nesse plano, as polícias políticas de diferentes ditaduras se ajudavam mutuamente na perseguição e execução de adversários políticos. No Brasil e no Chile, muitos crimes cometidos foram inicialmente deixados de lado. Entretanto, na Argentina, houve uma grande investigação que revelou crimes como tráfico de armas, sequestro e extorsão, resultando em diversas prisões e julgamentos históricos.

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