Doença de Chagas: Diagnóstico, Tratamento e Provas
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Doença de Chagas: Trypanosoma cruzi
- Transmissão: vetorial, transfusão de sangue, congênita, acidente laboratorial; oral; amamentação.
- Tratamento: específico contra o parasita e sintomático, como cardiotônicos e antiarrítmicos, ou cirúrgico do esôfago e cólon. Nifurtimox e benznidazol têm pouca eficiência nos amastigotas, porém melhor resultado nos tripomastigotas. Duração de 60 dias, dependendo da fase do paciente.
- Critério de cura: exame parasitológico e sorologia negativos.
Fase aguda
- Clínica: assintomática ou sintomática (febre, mialgia, cefaleia, aumento dos linfonodos, hepatoesplenomegalia, exantema, edema subcutâneo localizado ou generalizado em face e membros inferiores, miocardite e encefalite).
- Sinal de Romaña: conjuntivite com edema bipalpebral, indolor, unilateral, associada à adenomegalia pré-auricular.
- Diagnóstico: hemograma com anemia, leucocitose, linfomonocitose, linfócitos atípicos e eosinofilia tardia; visualização do protozoário por métodos diretos (esfregaços, biópsia de linfonodo, PCR, hemocultura e xenodiagnóstico).
Forma crônica
#Indeterminada: infecção silenciosa e latente por 10 a 30 anos, mais frequente, sem manifestações clínicas.
- Diagnóstico: sorologia positiva, exame clínico, ECG, radiografia de tórax, ecocardiograma, exame contrastado e EDA de esôfago e cólon normais.
#Sintomática:
- Forma cardíaca: maior letalidade, gravidade em homens negros de 30 a 50 anos, alterações no ECG, palpitações e tonturas, aumento do coração. A miocardiopatia inflamatória fibrosante, que leva à insuficiência cardíaca progressiva, é comum e muitas vezes ocorre “lesão da ponta” do ventrículo esquerdo. Inclui ICC, arritmias e tromboembolismo.
- Forma digestiva: megaesôfago seguido de megacólon; complicações mais graves como obstrução intestinal e volvo de sigmoide com perfuração, levando à peritonite.
- Forma mista.
- Diagnóstico: métodos imunodiagnósticos (HAI, imunofluorescência direta, ELISA); clister opaco, EDA, esofagomanometria, ECG e ecocardiograma.
Prova
1 Paciente com AIDS não aderente ao tratamento, com meningite por criptococos. Achados: líquor claro, celularidade normal ou pouco aumentada com predomínio linfomonocitário, proteína pouco aumentada, glicose normal ou diminuída, tinta da China positiva, látex positivo para criptococos e cultura positiva para criptococos.
2 Homem de 54 anos, agricultor, com ferida na boca. Diagnóstico: paracoccidioidomicose, forma crônica disseminada. Histórico epidemiológico rural, lesão de mucosa do trato respiratório alto de aspecto moriforme, febre, tosse seca, curso crônico. Exames específicos: raspado da lesão de mucosa com visualização direta e exame a fresco com KOH, cultura desse material para fungo, exame direto e cultura do escarro para fungo, biópsia da lesão oral para histopatologia.
3 Criança de 10 anos, Piauí. Diagnóstico e diagnósticos diferenciais: calazar, leucemia e linfoma. Exames: aspirado de baço ou medula óssea para pesquisa direta de amastigotas e cultura, biópsia de linfonodo.
4 Mulher em viagem de trabalho. Exame: exame de sangue periférico para pesquisa de Plasmodium, gota espessa e esfregaço.
5 Homem de 18 anos, universitário, com vários relacionamentos. Agentes: CMV, Toxoplasma gondii, vírus da mononucleose. Exames específicos: ELISA IgG e IgM para toxoplasma, IgG e IgM para CMV, anti-VCA e anti-EBNA para EBV.