Dom Casmurro: Literatura e Tipos de Sujeito
Classificado em Língua e literatura
Escrito em em
português com um tamanho de 3,92 KB
Análise Literária: Dom Casmurro
O autor conta a vida de um garoto no final do século passado, brilhantemente narrado em 1ª pessoa. No começo, ele conta por que foi apelidado de Dom Casmurro: o termo "Casmurro" surgiu porque o povo o achava um homem calado e metido consigo; já o "Dom" veio por ironia para atribuir-lhe o brilho da nobreza.
Personagens Principais:
- D. Glória: Mãe de Bentinho, cedo assume as rédeas da casa com a morte do marido, o qual deixa a família bem amparada. Ao longo do romance, D. Glória revela-se religiosa, apegada às tradições e ao passado.
- José Dias: Era agregado da família e gostava muito de Bentinho; era bajulador e usava palavras no superlativo — descreveu o dia da sua morte como lindíssimo.
- Escobar: Muito amigo de Bentinho (colegas de seminário), Escobar era casado com Sancha e revela-se um tanto quanto misterioso.
- Dom Casmurro: O perfil do protagonista masculino pode ser acompanhado em três fases distintas:
- Bentinho: Adolescente marcado pela timidez, sem muita iniciativa e bastante dependente da mãe. Tinha uma imaginação fertilíssima.
- Dr. Bento Fernandes Santiago: Após abandonar a vida de sacerdote, torna-se advogado, bem posto na vida, rico, casado e feliz com Capitu, quando canta na ópera da vida um “duo terníssimo”.
- Fase Casmurra: Com o surgimento do filho (Ezequiel), começam a aparecer os problemas e dramas; fase marcada pela solidão e pela amargura.
- Capitu: Ao longo dos anos, Capitu tem desafiado a crítica com seu enigma, sutilmente criado por Machado de Assis. Até hoje, ainda devora quantos tentam decifrá-la, pairando a dúvida: Capitu traiu ou não traiu Bentinho? A pergunta continua sem resposta, pois a versão que temos para julgá-la nos é dada por um narrador suspeito — um marido envenenado pelo ciúme e de imaginação bastante fértil, como revelam muitas passagens do livro.
Gramática: Estudo dos Tipos de Sujeito
- Sujeito Simples: Possui apenas um núcleo e este vem exposto. Exemplo: Deus é perfeito!
- Sujeito Composto: Possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração. Exemplo: As vacas brancas e os touros pretos pastavam.
- Sujeito Oculto: Também chamado de sujeito elíptico ou desinencial, é determinado pela desinência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se por isso o nome de sujeito implícito. Exemplos:
- Estamos sempre alertas para com os aumentos abusivos de preços. (Sujeito: nós)
- Quero que meus pais cheguem de viagem o mais rápido possível. (Sujeito: eu)
- Os pais terminaram a reunião. Foram embora logo em seguida. (Sujeito: os pais — oculto apenas na segunda frase)
- Sujeito Indeterminado: Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente ou experienciador da ação verbal. Exemplo: Dizem que a família está falindo. (Alguém diz, mas não se sabe quem)
- Sujeito Inexistente: Também chamado de oração sem sujeito, é designado por verbos que não correspondem a uma ação, como fenômenos da natureza, entre outros. Exemplo: Verbos indicando Fenômeno da Natureza — Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.