Doutrinas Económicas e o Capitalismo no Século XIX

Classificado em Economia

Escrito em em português com um tamanho de 2,89 KB

Resposta à Questão 1

As doutrinas económicas presentes nos documentos são distintas e refletem o debate do século XIX. No Documento 1A, Adolphe Thiers defende o Protecionismo, argumentando que o Estado deve intervir na economia para proteger a produção interna da concorrência estrangeira, garantindo a autonomia nacional. Já no Documento 1B, Robert Peel advoga o Livre-cambismo (ou Liberalismo Económico), sustentando que a prosperidade advém da livre iniciativa, da concorrência e da ausência de entraves alfandegários, delegando nos próprios agentes económicos a responsabilidade pelo seu sucesso.

Resposta à Questão 2

Ao comparar as posições de Thiers e Peel, distinguem-se dois aspetos fundamentais:

  • O papel do Estado na economia: enquanto Thiers considera ser dever do governo proteger a indústria ("colocar ao abrigo de estrangeiros não só as necessidades da paz como as da guerra"), Peel defende a autonomia dos privados, afirmando que "não é ao governo que compete assegurar os vossos interesses".
  • A visão sobre a concorrência: Thiers encara-a como uma ameaça que deve ser mitigada para preservar as indústrias nacionais ("aquela que produz tudo... deve evitar a concorrência"), ao passo que Peel a vê como um estímulo positivo à eficiência e ao mérito, incentivando os produtores a serem bem-sucedidos "competindo com os vossos concorrentes pela atividade e inteligência".

Resposta à Questão 3

Os agentes económicos referidos no relatório de 1886 (Documento 2) como pilares da economia capitalista são:

  • Capitalistas (ou empregadores): que detêm o capital e os meios de produção;
  • Classes trabalhadoras (ou operariado): que vendem a sua força de trabalho.

O documento menciona ainda os organismos representativos de ambos os grupos (associações patronais e sindicatos), que atuam na defesa dos interesses de cada classe no mercado.

Resposta à Questão 4

O relatório evidencia a situação de depressão económica através de dois aspetos principais:

  1. Quebra na rentabilidade e desemprego: visível quando o texto aponta para uma "diminuição e, em alguns casos, uma ausência de lucro, com a correspondente diminuição do emprego para os trabalhadores".
  2. Crise de superprodução: caracterizada pelo desajuste entre a oferta e a procura, conforme indica o excerto: "a capacidade produtiva mundial torna-se, naturalmente, superior às necessidades", resultando inevitavelmente numa "restrição da produção ou uma redução da taxa de lucro".

Entradas relacionadas: