A Dúvida Metódica e o Cogito de René Descartes
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A Dúvida Metódica
Quando você já possui um método eficaz e deseja aplicá-lo a outras áreas da matemática, como a álgebra ou a geometria, surge a dúvida. Tudo o que é questionável é uma dúvida?
- Os sentidos: Muitas vezes nos enganam. Isso nos faz duvidar da existência real do corpo físico e da confiança que depositamos no conhecimento sensível.
- Confusão entre sono e vigília: Não conseguimos distinguir o sonho da realidade, logo, não podemos afirmar se estamos acordados ou sonhando. Isso gera dúvida sobre a existência dos corpos físicos e dos objetos que percebemos.
- A razão: A própria razão pode ser questionada. Talvez as verdades matemáticas não sejam absolutas (a hipótese do "gênio maligno" que nos engana).
A dúvida metódica cartesiana é uma etapa preliminar e necessária para obter conhecimento. Ela é:
- Universal: Aplicável a todas as coisas que possam ser razoavelmente questionadas.
- Teórica: Não se estende à vida prática ou à conduta cotidiana.
- Metódica: Examina todo o conhecimento possuído para avaliar sua veracidade, sem necessariamente substituí-lo por novos conhecimentos.
Eu penso, logo existo (Cogito, ergo sum)
Esta é a única verdade que Descartes considera inquestionável e o princípio fundamental de sua filosofia. Não podemos duvidar da própria dúvida; se duvidamos, pensamos, e se pensamos, existimos.
A evidência como critério da verdade
O cogito é a primeira verdade inquestionável e o modelo paradigmático para todas as outras. Qualquer proposição que apresente a mesma clareza e distinção deve ser considerada verdadeira.
Substâncias
Descartes conclui que sua mente é uma substância — uma alma, um espírito ou mente. Sua concepção é dualista: o ser humano é formado por duas substâncias completamente diferentes. Esta substância pensante é denominada res cogitans.