Ecologia: Riqueza, Diversidade e Biogeografia de Ilhas

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1) Explique riqueza de espécies, índices de diversidade e os diagramas de abundância de espécies, comparando cada um desses parâmetros.

A riqueza de espécies é o número total de espécies em uma comunidade. Ela ignora o fato de que as espécies podem ser raras ou comuns. Já os índices de diversidade combinam a riqueza de espécies e a uniformidade na distribuição dos indivíduos entre essas espécies, além de analisarem a abundância, conseguindo mostrar a diferença entre espécies raras e comuns. Por fim, o diagrama de abundância relativa reúne informações mais completas em relação à distribuição da abundância das espécies em uma comunidade por meio de representações gráficas.

2) O que é o paradoxo do enriquecimento e como ele pode ser analisado?

O paradoxo do enriquecimento ocorre quando uma produtividade alta determina taxas elevadas de crescimento populacional, levando à extinção de algumas das espécies presentes devido ao princípio de exclusão competitiva. Ele pode ser analisado utilizando gráficos onde o número de espécies é plotado em relação a um determinado índice, como o pluviométrico ou de nutrientes (ex: plantas vs. nutrientes; roedores vs. índice pluviométrico, que está relacionado à produtividade primária necessária).

3) Explique, com exemplos, os efeitos contrastantes que a predação pode operar na riqueza de espécies.

A predação pode aumentar a riqueza ao possibilitar uma diminuição na competição interespecífica, permitindo que as presas coexistam entre si e com seus predadores (coexistência mediada pelo predador). Exemplo: a estrela-do-mar preda crustáceos, moluscos sésseis, lapas, quítons e outros carnívoros. Ao remover as estrelas-do-mar de certas áreas, mexilhões excluíram outras espécies e a diversidade caiu drasticamente. A estrela-do-mar limpa o local para que espécies menos competitivas possam ocupá-lo.

Por outro lado, a predação, quando intensa, pode reduzir a riqueza de espécies ao conduzir as populações de presas à extinção local.

6) Explique a hipótese do distúrbio intermediário.

A hipótese do distúrbio intermediário afirma que, quando a frequência de um distúrbio não é nem muito intensa nem muito rara, as comunidades apresentam maior riqueza de espécies. Exemplo: seixos pequenos (com movimentação elevada) e seixos grandes (sem movimentação) contêm menor riqueza de algas do que seixos de tamanhos intermediários, que se movimentam moderadamente e permitem uma sucessão ecológica equilibrada.

7) Uma ilha pode não ser necessariamente uma porção de terra cercada de água. Faça uma lista de outros tipos de hábitats insulares.

  • Uma poça de água;
  • Um fragmento de mata;
  • Lagos;
  • Cumes de montanhas;
  • Uma árvore isolada no cerrado;
  • Clareiras em uma floresta;
  • Solos particulares;
  • Tipos vegetacionais circundados por rocha, solo ou vegetação dissimilar.

8) Análise do experimento de biogeografia de ilhas em manguezais da Flórida.

O experimento com ilhas de Rhizophora mangle buscou separar os efeitos da diversidade de hábitat e do tamanho da área. As previsões da Teoria da Biogeografia de Ilhas utilizadas são:

  1. O número de espécies em uma ilha deve se tornar aproximadamente constante com o passar do tempo.
  2. Essa constância é o resultado de um contínuo turnover (substituição de espécies), com extinções e imigrações em equilíbrio.

Dados adicionais: Seria necessário verificar se as ilhas reduzidas ainda mantinham um tamanho crítico e analisar a distância das áreas-fonte (isolamento). O leve aumento de espécies na ilha-controle pode ser explicado por ser uma ilha grande que ainda não havia atingido sua capacidade de suporte total.

9) Como o conceito de efeito cascata se aplica ao gradiente latitudinal de riqueza de espécies?

O efeito cascata é um processo onde o incremento da riqueza inicia um ciclo que desencadeia novos aumentos. A riqueza aumenta dos polos para os trópicos devido a fatores como predação, produtividade e estabilidade climática. As espécies iniciais (colonizadoras) provêm recursos que não existiam antes. O aumento da herbivoria e predação gera um feedback positivo, promovendo heterogeneidade e novos nichos. Além disso, a estabilidade de temperatura, umidade e velocidade do vento dentro das florestas tropicais favorece a manutenção dessa biodiversidade crescente.

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