A Economia dos Anos 20 e a Ascensão do Fascismo

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Um esforço na aplicação dos métodos de racionalização do trabalho, a fim de diminuir os custos de produção, permitiu que muitas empresas continuassem viáveis. O taylorismo conheceu um período áureo, nos EUA e na Europa. A concentração capitalista de empresas tornou-se, igualmente, uma medida necessária para rentabilizar esforços e relançar a economia nos países industrializados.

Entretanto, a Europa procurava a estabilidade monetária. Em abril-maio de 1922 reuniu-se, para o efeito, a Conferência de Génova. Aí se decidiu que as moedas europeias deveriam voltar à convertibilidade por intermédio do Gold Exchange Standard, que substituía o Gold Standard. Tal significa que, na ausência de reservas de ouro, uma moeda passaria a ser convertida numa outra moeda considerada forte porque convertível em ouro.

Foi, porém, nos créditos americanos que repousou a recuperação económica europeia. Empréstimos avultados seguiram, desde 1924, para a Europa, em especial para a Alemanha, permitindo-lhe pagar as reparações devidas à França e à Inglaterra. Ficaram estes países, em consequência, em condições de reembolsar os EUA das dívidas de guerra e dos empréstimos entretanto efetuados. A dependência da Europa em relação aos EUA estava consagrada.

Entre 1925 e 1929 o mundo capitalista respirou fundo. Sob o lema de uma produção de massa para um consumo de massa, viveram-se os anos da prosperidade americana e os "felizes anos 20" na Europa, caracterizados por um clima de otimismo e de confiança no capitalismo liberal. A produção de petróleo e de eletricidade conheceu notáveis progressos, tal como a siderurgia e a química. Eletrodomésticos e automóveis satisfaziam a febre consumista de americanos e europeus.


Princípios Fascistas

Com o passar dos anos 20, um novo sistema de exercício do poder confrontou o demoliberalismo. Movimentos ideológicos e políticos subordinaram o indivíduo a um Estado omnipotente, totalitário e esmagador. Na Rússia soviética, o totalitarismo adquiriu uma feição revolucionária: nasceu da aplicação do marxismo-leninismo e culminou no estalinismo. Já na Itália e posteriormente na Alemanha, o Estado totalitário foi produto do fascismo e do nazismo e revestiu um cariz mais conservador.
Nos anos 30, a depressão económica acentuou a crise da democracia liberal. Uma vaga autoritária e ditatorial submergiu a Europa. Por comodidade, designam-se por fascistas as novas experiências políticas que tiveram no fascismo italiano e no nazismo alemão os grandes paradigmas.
O Estado totalitário fascista define-se pela oposição firme ao liberalismo, à democracia parlamentar e ao socialismo. Enquanto o liberalismo e a democracia se afirmam defensores profundos dos direitos do indivíduo, o fascismo entende, pelo contrário, que acima do indivíduo está o interesse da coletividade, a grandeza da Nação e a supremacia do Estado. A apologia do primado do Estado sobre o indivíduo leva o fascismo a desvalorizar a democracia partidária e o parlamentarismo, uma vez que este sistema governativo assenta no respeito pelas vontades individuais. O exercício do poder legislativo por assembleias é menosprezado pelo fascismo, que rejeita a teoria liberal da divisão dos poderes e faz depender a força do Estado do reforço do poder executivo.
Para além do liberalismo e da democracia, também o socialismo merece ao fascismo a total reprovação. É verdade que o socialismo não se distingue por respeitar as vontades individuais. Segundo este sistema, o indivíduo é a expressão da classe social em que está inserido; com ela se identifica e por ela luta. Ora, para o fascismo, a luta de classes é algo de abominável porque divide a Nação e enfraquece o Estado. Por isso, o fascismo concebeu, na Itália, um modelo peculiar de organização socioeconómica, o corporativismo, destinado a promover a colaboração entre as classes. As corporações eram organismos profissionais que reuniam, por ramo de trabalho, empregadores e empregados. Solucionariam entre si os problemas laborais, jamais recorrendo à greve ou ao lock-out, que foram proibidos. Desse modo procurava-se eliminar as paralisações de trabalho, que acarretavam prejuízos económicos.
Outro motivo da hostilidade fascista relativamente ao socialismo deriva de o seu nacionalismo fervoroso ser incompatível com os apelos socialistas ao internacionalismo proletário. De acordo com o marxismo, o proletário não lutava pela pátria, mas pelo derrube do capitalismo mundial.

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