Economia Marxista e Socialismo Utópico: Conceitos Chave
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Economia Marxista: Especificidades e Conceitos
Relações de Produção e Fetichismo
A economia marxista analisa as especificidades das relações de produção capitalistas e o fetichismo das mercadorias. O trabalho é, essencialmente, um fenômeno social.
Divisão do Trabalho
- Divisão Técnica do Trabalho: Surgiu com o advento do capitalismo, provoca o aumento da produção e a criação do exército industrial de reserva.
- Divisão Social do Trabalho: Sempre existiu na sociedade desde os primórdios.
A divisão social do trabalho resulta no nexo social do trabalho, que ocorre por meio de trocas entre diferentes sociedades e países, estabelecendo um intercâmbio entre agentes econômicos. Quando falamos em divisão do trabalho, referimo-nos à globalização: um objeto é produzido com peças fabricadas em diferentes países.
Ciclo: Troca ↔ Produção ↔ Necessidade.
Há proprietários privados de bens alienáveis. Quanto maior a divisão do trabalho, maior a independência entre os indivíduos; como proprietários, todos são independentes.
Valor de Troca e Valor de Uso
- Valor de Troca: Tempo médio necessário para a produção de uma mercadoria (dispêndio da força de trabalho).
- Valor de Uso: Aspecto qualitativo; utilidade que satisfaz as necessidades humanas e torna a vida agradável.
Socialismo Utópico
Os pensadores socialistas utópicos acreditavam em uma sociedade onde as classes sociais estariam em harmonia. Defendiam que todos os indivíduos deveriam contribuir com o trabalho e eram contra qualquer tipo de exploração. Propunham uma renovação da religião baseada em princípios de igualdade.
Eram considerados utópicos por apresentarem ideias vistas como irrealistas ou impraticáveis. Acreditavam que as mudanças seriam econômicas, não estruturais, ocorrendo de forma pacífica e financiadas pela burguesia.
Propostas e Prática
Tinham preferência por atividades agrícolas, resultando na criação de aldeias cooperativas. Robert Owen tentou colocar suas ideias em prática, mas fracassou. Em seu pensamento, o indivíduo era uma unidade dentro da coletividade; as ações humanas deveriam beneficiar toda a sociedade, tratando todos os membros como parte de uma mesma família. O homem tende ao associativismo.