A Economia e a Sociedade no Antigo Regime

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1. Economia Agrícola e Senhorial

  • Posse da terra: No Antigo Regime, a agricultura era a mais importante fonte de riqueza. Uma pequena parte das terras de propriedade privada era livre para uso e venda. A outra parte pertencia à Igreja, aos municípios, à Coroa ou à nobreza, que detinham plenos poderes sobre elas, explorando-as economicamente sem poder vendê-las. Essas terras eram chamadas de Senhorio Territorial e dividiam-se em: Reserva Senhorial (terra de maior produção, onde ficava a residência do senhor) e Mansos (terras transferidas a homens livres, que pagavam um censo, e a servos, que pagavam com produtos e trabalho).
  • Direitos Senhoriais: Os aluguéis eram recebidos pelos senhores de terras. Os direitos dividiam-se em: Territoriais (agricultores forçados a realizar trabalho pessoal na colheita e reservar uma porcentagem da produção) e Jurisdicionais (poder sobre as terras e arredores, incluindo serviços militares, impostos, pedágios para circular em pontes e transporte de mercadorias).
  • 1.3 - Produção Insuficiente: Era uma agricultura de subsistência com métodos arcaicos. Praticava-se a policultura, especialmente de cereais para consumo. Havia dois tipos de exploração: Campos Abertos (Openfields), onde se praticava o pousio, e Terras Comuns (florestas ou pastagens). A pecuária era insuficiente; os animais alimentavam-se de gramíneas e ervas daninhas. Havia crises de subsistência permanentes, com pouca produção de leite e carne. A dependência de grãos causava fome, desnutrição e motins por pão.
  • 1.4 - População Estagnada: Havia uma alta taxa de natalidade (média de 5 filhos por mulher), mas também uma alta taxa de mortalidade devido à desnutrição, más condições sanitárias e escassez de recursos médicos, levando a epidemias. A expectativa de vida era muito baixa (45 anos).

1.5 - Indústria Tradicional e Artesanato

Nas cidades, havia as Corporações de Ofício (Grêmios): grupos de artesãos da mesma profissão que controlavam o volume de produção, técnicas e preços. Mais tarde, surgiu o Trabalho Doméstico: comerciantes facilitavam matérias-primas e ferramentas para agricultores produzirem em casa e trocarem nos mercados. Outro modelo eram as Manufaturas: estabelecimentos subsidiados pelo Estado ou privados, onde muitos trabalhadores elaboravam artigos sob o mesmo teto.

1.6 - Falta de Transporte

A rede de comunicação era limitada e os meios de transporte rudimentares. Estradas e Rodovias: em mau estado, exceto as principais; utilizavam-se carros e diligências. Navegação Marítima: dependia da força do vento, com carga limitada. Navegação Fluvial: era mais fácil e barata, mas dependia de condições hidrográficas; a Grã-Bretanha possuía uma extensa rede fluvial.

1.7 - Comércio Interior e Colonial

O pequeno excedente, a baixa especialização agrícola e o sistema de transporte inadequado limitavam o comércio interior a feiras locais. A partir do século XVI, o comércio marítimo expandiu-se com novas rotas. Destaca-se o Comércio Triangular (África, América, Europa): troca de produtos europeus por escravos na África, vendidos na América em troca de produtos como cacau, rapé e açúcar. Isso impulsionou o Capitalismo Comercial, com a necessidade de financiamentos e créditos.

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