Os Efeitos Multiplicador e Acelerador de Keynes

Enviado por Anônimo e classificado em Economia

Escrito em em com um tamanho de 3,14 KB

No âmbito das concepções de John Maynard Keynes, a intervenção do Estado através da despesa pública assume um papel central na regulação do ciclo económico, operando através de mecanismos que potenciam o rendimento nacional. O efeito multiplicador da despesa pública designa o fenómeno em que uma variação inicial no gasto do Estado provoca uma variação final no rendimento nacional de magnitude superior ao investimento original. Este processo decorre do facto de a despesa pública se traduzir em rendimento para os agentes económicos que, de acordo com a sua propensão marginal a consumir, gastarão uma parte desse valor em novos bens e serviços, gerando sucessivas rondas de rendimento e consumo na economia.

Por outro lado, o efeito acelerador distingue-se por focar a sua análise no investimento induzido. Enquanto o multiplicador explica como a despesa gera rendimento, o acelerador explica como o crescimento desse rendimento (e consequentemente da procura) pressiona as empresas a aumentar a sua capacidade produtiva. Assim, quando a procura agregada sobe de forma sustentada, as empresas realizam investimentos adicionais em capital fixo para responder a esse excedente de procura, verificando-se que pequenas variações no consumo podem gerar variações muito mais acentuadas no nível de investimento.

Por último, o efeito propulsor (também conhecido na doutrina como supermultiplicador) representa a interação dinâmica e cumulativa entre os dois fenómenos anteriores. Neste cenário, o multiplicador e o acelerador operam em conjunto: o aumento da despesa pública eleva o rendimento (multiplicador), o que, por sua vez, estimula novos investimentos para satisfazer o aumento do consumo (acelerador), sendo que este novo investimento volta a alimentar o multiplicador. Esta simbiose cria um impulso de crescimento económico que se autoalimenta, sendo uma peça fundamental na justificação teórica das políticas fiscais expansionistas defendidas pela escola keynesiana para combater períodos de recessão.


Assim, quando a procura agregada sobe de forma sustentada, as empresas realizam investimentos adicionais em capital fixo para responder a esse excedente de procura, verificando-se que pequenas variações no consumo podem gerar variações muito mais acentuadas no nível de investimento.

Por último, o efeito propulsor (também conhecido na doutrina como supermultiplicador) representa a interação dinâmica e cumulativa entre os dois fenómenos anteriores. Neste cenário, o multiplicador e o acelerador operam em conjunto: o aumento da despesa pública eleva o rendimento (multiplicador), o que, por sua vez, estimula novos investimentos para satisfazer o aumento do consumo (acelerador), sendo que este novo investimento volta a alimentar o multiplicador. Esta simbiose cria um impulso de crescimento económico que se autoalimenta, sendo uma peça fundamental na justificação teórica das políticas fiscais expansionistas defendidas pela escola keynesiana para combater períodos de recessão.

Entradas relacionadas: