Efeitos e Razões da Integração Económica na UE e Portugal
A Medição dos Efeitos de Integração na Europa e em Portugal
Na União Europeia (UE), as medições dos efeitos de integração demonstraram uma “quebra de entusiasmo” após as iniciativas das primeiras décadas (Swann, 2000). De um modo geral, as análises apontam para efeitos de criação de comércio ligeiramente superiores aos efeitos de desvio de comércio, sendo, por sua vez, os ganhos mais significativos verificados ao nível de efeitos dinâmicos e de rendimento.
São, de qualquer modo, negativos — como já seria de esperar — os resultados apurados em relação ao setor agrícola. Já em Portugal, podemos referir a elaboração de alguns estudos, sendo certo que com uma maioria bastante longínqua favorável às medições ex-ante. O estudo mais recente mostra um bem-estar positivo.
Razões Não Económicas para a Criação de Espaços de Integração
Para além do referido, é sem dúvida compreensível que espaços de integração sejam criados por razões políticas, sendo, por exemplo, claro que foram razões políticas a determinar em grande medida a criação da CEE. Naturalmente, pode e deve-se ainda, então, fazer uma avaliação económica do espaço de integração.
Os Espaços de Integração como Passos no Sentido do Comércio Livre Mundial
Lógica da Evolução
Somente o comércio livre mundial constituirá uma solução geral de primeiro ótimo. Sendo assim, os espaços de integração só poderão justificar-se na perspetiva de tal abertura, devendo então perguntar-se se serão estas as vias adequadas, ou mais adequadas, para a atingirmos.
Considerando que a abertura comercial e económica constitui ainda um fator de aproximação entre os países, poderão estar por detrás desta lógica razões de índole política.
Implantação de Novos Setores com Perspetivas a Nível Mundial
- Critérios a satisfazer: Poderá dizer-se que os espaços de integração poderão ser vias de promoção da implantação de novos setores, com a satisfação indispensável das condições de validade dos argumentos das indústrias nascentes. Teremos, então, uma situação bem diferente da verificada com o argumento dos termos do comércio, já que com o argumento das indústrias nascentes há um ganho geral, de que todos podem beneficiar.
- Meios mais adequados para intervir (Políticas internas em vez da política comercial): Nos termos da formulação mais recente do argumento das indústrias nascentes, sabe-se que, mesmo quando se justifica a intervenção pública para a implantação e a consolidação de um setor, não é a via protecionista a mais adequada para o efeito, sendo uma política de segundo ótimo, com custos de bem-estar. Em lugar dessa via, deve atuar-se diretamente no sentido de afastar as imperfeições que comprometem o seu aparecimento e de criar as economias externas que se tornam necessárias para tal.
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