Eficácia da Auriculoterapia e a Experiência do Terapeuta

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Avaliar se a auriculoterapia é eficaz para o controle de sintomas de estresse e comparar os resultados obtidos com terapeutas de diferentes níveis de experiência foram as principais questões motivadoras deste ensaio. Quando se trata de pesquisa em auriculoterapia, a maior parte dos estudos utiliza protocolos definidos de pontos; no entanto, a importância da experiência dos aplicadores raramente é discutida. Embora a técnica pareça simples, no contexto da prática clínica diária, não se pode afirmar que a experiência de quem a realiza seja irrelevante.

Estudos prévios realizados em um hospital-escola na cidade de São Paulo sobre absenteísmo apontaram as doenças musculoesqueléticas e os distúrbios psíquicos decorrentes de estresse como os principais motivadores dos altos índices de afastamento no trabalho(1).

Neste sentido, o estresse pode desencadear inúmeras doenças e prejudicar a qualidade de vida e a produtividade, gerando interesse na busca por métodos de redução(2). Medidas que aliviam a ansiedade e a tensão são relevantes para que o trabalho seja fonte de satisfação, autorrealização e manutenção de relações interpessoais saudáveis(3). Cuidar dos profissionais de saúde é uma estratégia fundamental, uma vez que bons resultados dependem de equipes saudáveis e capazes de promover a humanização do serviço(4).

Neste contexto, o papel das práticas integrativas e complementares é promover o bem-estar e prevenir doenças. Como afirma o Huan Ti Nei Jing (c. 200 a.C.), tratar doenças após seu desenvolvimento é comparável a cavar um poço apenas quando se tem sede(5, 6). Buscar prevenir desequilíbrios energéticos tem sido a grande contribuição da Medicina Chinesa para a Atenção Primária(7).

Quanto à auriculoterapia, esta prática mostra-se apropriada para diversas condições. Apresentou eficácia similar ao Midazolam para ansiedade pré-extração dentária(8), além de resultados positivos para estresse em estudantes universitários(9) e profissionais de enfermagem(10). Os estudos utilizaram o protocolo de pontos Shen Men e Tronco Cerebral, base para o protocolo deste estudo, com o acréscimo do ponto Rim.

Este estudo baseia-se na Teoria de Enfermagem de Martha Elizabeth Rogers(11), que considera a energia um princípio estruturante. No modelo da Ciência do Ser Humano Unitário, o indivíduo é um todo unificado em conexão com o ambiente. Trocas energéticas são inevitáveis na relação terapêutica, tornando o equilíbrio biopsicoespiritual do cuidador fundamental(12). Ressalta-se que o enfermeiro no Brasil tem garantido o exercício da acupuntura e auriculoterapia como especialidade, ampliando os benefícios da técnica para a população(13).

O presente estudo questiona se a auriculoterapia teria resultados distintos conforme o nível de experiência do terapeuta. Os objetivos foram:

  • Verificar a efetividade da auriculoterapia com agulhas semipermanentes na redução do estresse em profissionais de enfermagem;
  • Comparar se os resultados variam de acordo com o nível de experiência do terapeuta.

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