O Encontro com Deus: Silêncio, Mistério e Oração

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Todo encontro de amor começa com o silêncio pessoal, tornando-se uma capacidade que abre portas para que o encontro aconteça. Podemos imaginar o coração como um enorme reservatório cheio de água, contendo as preocupações habituais, as alegrias e as angústias da vida pessoal. Se os portões são abertos, tudo flui e a pessoa se torna receptiva. Na relação com Deus, é necessário fazer silêncio e criar um lugar para que o Deus do amor possa ser recebido.

Bem-vindo, sem preconceitos: é necessário acolher a liberdade que vem da decisão de deixar a palavra agir, sem os filtros dos preconceitos. Deus vem através da natureza, da dor ou da felicidade. A Bíblia nos dá duas imagens que transmitem claramente esta realidade:

  • A chuva fina: que cai sobre a terra; se o solo estiver preparado, ele se empapa. A pessoa deve ser como a terra arada e fofa, sempre aberta, pronta para ser absorvida e impregnada pela água da chuva.
  • A espada: que só pode penetrar nas profundezas quando a superfície está livre de defesas.

Quando a chuva e a espada penetram, quando se passa para o adeus interior, um casal se levanta: Deus desperta para a pessoa e a constrói, e a pessoa desperta para o conhecimento de Deus. O encontro com Deus, através da oração, é um convite, um jantar que recria e adora, onde se pode abraçar e ouvir a voz de Deus, distinguindo-a entre muitas vozes. Assim, a pessoa pode responder a Deus a partir de quem ela é e de quem Deus é.

A pessoa é um mistério. Há um recinto interior, um ser pessoal, uma dimensão oculta da vida privada que pertence ao mais íntimo da pessoa. É uma deferência única e irrepetível, um conhecimento de sua heterogeneidade radical.

Abertos aos outros: A pessoa é uma comunidade que está continuamente a ser desenvolvida na plena realização pessoal. Ela se desenvolve em relação aos seus semelhantes. A pessoa é considerada livre dentro dos limites da sua vulnerabilidade. O ser humano é dotado de imaginação, o que enriquece a sua capacidade de pensar e criar; a imaginação é o lampejo de gênio que existe nos seres humanos.

Abrir-se ao mistério: O primeiro movimento que revela um ser humano em sua infância é um movimento em direção ao outro. A pessoa é um ser aberto ao mistério, tornando-se manifesto na abertura ao transcendente. Esta preocupação metafísica coloca o ser humano diante da grande questão do sentido último e diante de Deus.

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