Entenda o Funcionamento da Transmissão CVT
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O que é a Transmissão Continuamente Variável (CVT)?
A transmissão continuamente variável (CVT) é amplamente utilizada em motocicletas e começou a ser aplicada em automóveis a partir da década de 60, embora tenha demorado a ganhar popularidade. Em teoria, as transmissões CVT são ideais, pois variam a relação de marcha de forma contínua, funcionando como um câmbio automático com um número infinito de relações. Essa característica permite manter o motor na curva de potência máxima, algo impossível com caixas manuais ou automáticas convencionais, que apresentam saltos entre as marchas.
Como funciona o sistema CVT
O sistema é composto por duas polias de diâmetro variável. A transmissão entre elas é feita por uma correia metálica de elos, permitindo que a variação do diâmetro das polias altere a relação de marcha progressivamente. Como a correia é inextensível, a abertura de uma polia reduz o diâmetro da outra, garantindo uma variação contínua e infinita. Por isso, este sistema também é conhecido como fluxo automático.
Componentes e Controle Hidráulico
A mudança efetiva do diâmetro das polias é realizada por um controle hidráulico que ajusta a pressão do óleo em tempo real. Este sistema considera diversos parâmetros, tais como:
- Posição do acelerador;
- Condições de funcionamento;
- Velocidade do veículo;
- Rotação do motor;
- Relação de marcha atual.
A pressão do óleo também é responsável pela lubrificação do conjunto e pela manutenção da tensão da correia.
Evolução e Resistência
Atualmente, a correia transmite esforços de compressão através dos elos, ao contrário da tração de correias convencionais. Por isso, a tensão é fundamental para o bom funcionamento do sistema, dependendo do torque e da relação de transmissão. Inicialmente restrita a carros de pequeno porte devido à limitação de torque, hoje existem correias e correntes muito mais resistentes, capazes de suportar motores de alta potência.